Ataque hacker desvia R$ 400 milhões via Pix do HSBC e outros bancos
A Polícia Federal (PF) apura a origem do ataque hacker e busca identificar os responsáveis.
Por Bruna Castelo Branco.
Um ataque hacker contra o sistema da Sinqia, empresa que presta serviços de tecnologia para operações financeiras, resultou no desvio de cerca de R$ 400 milhões de contas bancárias por meio de transferências via Pix. A invasão ocorreu na tarde de sexta-feira (29), tendo o HSBC como instituição mais afetada, de acordo com informações do portal NeoFeed.
As investigações preliminares apontam que, após acessar o sistema da Sinqia, os suspeitos realizaram transferências para contas de “laranjas”. A Polícia Federal (PF) apura a origem do ataque e busca identificar os responsáveis.
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O Banco Central foi acionado logo após a detecção da invasão e interrompeu a conexão da Sinqia com a rede do sistema financeiro nacional. A autarquia atua para recuperar os valores desviados.
Em nota, a Sinqia informou que reagiu imediatamente e que conta com apoio de especialistas forenses para uma investigação interna. Segundo a empresa, o ataque atingiu apenas parte de sua operação:
“Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia, além do Pix, e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos”, explicou a companhia.
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O HSBC também se manifestou. O banco disse que nenhuma conta de cliente foi afetada e que bloqueou as transações suspeitas:
“Na última sexta-feira, 29 de agosto, o HSBC identificou transações financeiras via PIX em uma conta de um provedor do banco. Nenhuma conta dos clientes ou fundos foram impactados pela operação por elas terem ocorrido exclusivamente no sistema desse provedor. O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. O HSBC reafirma o compromisso com a segurança de dados e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.”
Este não é o primeiro caso de ataque hacker contra prestadoras de tecnologia financeira no Brasil. Em julho, sistemas da empresa C&M Software foram invadidos, com estimativa de prejuízo de R$ 1 bilhão. A PF também conduz as apurações desse episódio.
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