Comunicadora baiana celebra bolsa após apadrinhamento do Grupo Aratu e Grupo de Mídia para curso de pós-graduação na ESPM
Aos 26 anos, Maria Clara Rocha foi contemplada com uma formação em mídia online e offline e destaca os impactos do curso em sua trajetória profissional e pessoal
Por Victor Hernandes.
Aos 26 anos, a comunicadora Maria Clara Rocha foi contemplada pelo Grupo Aratu e pelo Grupo de Mídia com uma bolsa para um curso de pós-graduação de três meses na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Focado na formação em mídia online e offline, o curso em uma das instituições mais tradicionais e conhecidas da área chegou no momento exato em que a profissional, atuante no Grupo Engenho desde abril, buscava consolidar sua transição para a área estratégica de mídia e expandir suas possibilidades no mercado.

Em entrevista ao Aratu On, nesta quinta-feira (29), a jovem profissional contou sobre os impactos e benefícios dessa formação em seu desenvolvimento profissional e em sua visão de mercado e mídia.
Segundo Maria Clara, a bolsa chegou após a comunicação se iniciar de uma forma diferente em sua trajetória. Graduada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) no Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia, ela desenvolveu uma visão sistêmica e integrada que, mais tarde, aplicou à publicidade.
Após passagens por empresa júnior, pela área de design gráfico e pelo setor de produção de conteúdo orgânico para redes sociais, a migração para o segmento de mídia trouxe o desafio de sair da zona de conforto.
Após migrar de universo, ela passou a conhecer novas atribuições durante sua atuação. No entanto, de acordo com ela, só com a especialização na ESPM foi possível preencher uma lacuna fundamental no início dessa nova etapa da carreira.
"A área de mídia que eu conhecia era tráfego pago, que é só uma ponta do iceberg do que dá para fazer. Então, esse curso veio num momento muito oportuno de conseguir expandir meus horizontes e entender as possibilidades que tem no mercado"
Um dos maiores benefícios da formação também se refletiu na maneira como Maria Clara passou a enxergar o planejamento em sua atuação.
De acordo com ela, o curso desconstruiu a ideia de que os canais tradicionais estariam obsoletos diante das mídias digitais, mostrando que a eficiência das campanhas está na integração multicanal.
"O principal ponto do curso é justamente ver que as estratégias não devem ser nem só online, nem só offline. É tudo junto, acontecendo ao mesmo tempo, de forma integrada, entendendo o que cada cliente precisa", disse,
“Criou-se um senso comum de que o off está em decadência, de que agora todo mundo tem que fazer propaganda na internet. Mas eu acho que tem uma visão muito equivocada de que essas duas coisas estão contra, quando na verdade elas podem integrar a comunicação em diferentes canais", comentou.
Marcas para trajetória pessoal
Os benefícios, contudo, impactaram não só sua vida profissional, mas também sua trajetória pessoal. Para ela, a conquista da bolsa teve um significado marcante.
Como uma das primeiras pessoas de sua família a conquistar um diploma de ensino superior, Maria Clara destaca o papel transformador que o apadrinhamento e o curso tiveram em sua vida.
“Eu sabia que a ESPM é uma referência em comunicação. Estava nos meus planos em algum momento me organizar para fazer um curso lá. Quando fiquei sabendo do apadrinhamento, pensei: 'Poxa, esse sonho foi antecipado'. Me senti muito privilegiada e feliz", explicou.
"É possível ter a noção do todo, do 360°, de onde as coisas acontecem. É expandir horizontes para que a gente consiga cada vez mais nos tornar profissionais mais competentes e instigadores", observou.
Impactos do curso em sua atuação
Com a bagagem adquirida após o apadrinhamento e o curso, a atuação de Maria Clara no mercado da comunicação ganhou um caráter ainda mais consultivo e estratégico. Em vez de se limitar a soluções pré-formatadas, a profissional passou a apresentar um leque diversificado de oportunidades aos clientes, adequando verbas e objetivos às reais necessidades de cada projeto.
“O maior ponto foi de ter bagagem para poder chegar pro cliente e falar: 'Ó, a gente tem esse universo aqui de possibilidades que você pode atuar'. É ter mais conhecimento do que dá para ser feito e que não precisa necessariamente ser o que todo mundo está fazendo", completou.
Ela ressaltou ainda que parcerias entre veículos como o Grupo Aratu, entidades de classe como o Grupo de Mídia e as agências locais fortalecem o ecossistema publicitário da Bahia como uma verdadeira rede de colaboração.
"A gente precisa entender que é uma rede de apoio e não um lugar de disputa. É muito importante ter esse senso de comunidade, de parceria, de entender que junto a gente consegue crescer mais", enfatizou.

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