Greve dos professores da rede particular é aprovada na Bahia
O movimento de greve foi deliberado após assembleia da categoria realizada, nesta manhã, na sede do sindicato da categoria (Sinpro), em Salvador
Por Victor Souza.
Os professores da rede particular de ensino da Bahia aprovaram, nesta terça-feira (9), um estado de greve. O movimento de greve foi deliberado após assembleia da categoria realizada, nesta manhã, na sede do sindicato da categoria (Sinpro), em Salvador. Em campanha por reajuste salarial, os profissionais paralisam as atividades nesta terça-feira (9).

Convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), a assembleia geral da categoria pretende discutir a valorização do piso da carreira e os rumos das negociações com o setor patronal.
Segundo informações obtidas pelo Aratu ON com representantes do grupo, o estado de greve foi deliberado, a partir desta terça. Como apurado pelo site, uma nova assembleia foi convocada pela classe no próximo dia 17 de junho para avaliar a possibilidade de paralisação das atividades dos profissionais por tempo indeterminado.
Reivindicações dos professores do estado
Durante entrevista à reportagem, o presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Allysson Mustafa, revelou que a paralisação ocorre ato ocorre por conta da falta de consenso na Campanha Salarial entre a categoria e o sindicato patronal, que representa os donos de escolas.
O Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA) indicou que os trabalhadores afirmam que enfrentam sobrecarga de trabalho e realizam diversas atividades sem remuneração adequada.
A categoria busca garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos. “Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou.
De acordo com o professor Allysson Mustafa, a categoria busca garantir melhores condições de trabalho e ampliar direitos. “Temos trabalhado exaustivamente e boa parte desse trabalho é realizada sem recebimento. Estamos lutando por mais valorização e melhores condições para os professores”, afirmou.
Além da falta de avanços nas negociações, os docentes demonstram preocupação com propostas apresentadas pelas instituições de ensino. Segundo Mustafa, o setor patronal discute a possibilidade de reduzir benefícios já conquistados pela categoria, como o período de recesso e a concessão de bolsas de estudo para filhos de professores.
Em nota, o Sinpro-BA informou que, durante a rodada de negociação realizada em 27 de maio, os representantes das escolas particulares rejeitaram as propostas apresentadas pelo sindicato. Entre as reivindicações negadas estão o reajuste salarial, a qualificação do piso da categoria, a ampliação do recesso e a regulamentação, com remuneração específica, das atividades e avaliações exigidas pelas instituições de ensino.
A entidade também critica o que classifica como excesso de trabalho não remunerado, incluindo tarefas administrativas, elaboração e correção de avaliações e outras demandas realizadas fora da jornada regular.
Como funcionam as escolas na paralisação
Em entrevista ao site, o presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro), Allysson Mustafa, nesta segunda-feira (8), explicou como deve funcionar a paralisação e possivelmente a greve.
Questionado se as escolas funcionarão de forma parcial, o sindicalista disse à reportagem que deve haver uma suspensão total das atividades dos professores ao longo desta terça e que caberá a cada colégio decidir se abrirá os portões ou emitirá comunicados às famílias.
“A paralisação é a suspensão das atividades. Se as escolas vão abrir ou se vão dizer à família que está tudo normal é um problema dessas instituições. Mas a paralisação é uma suspensão de atividades, assim como a greve. Essa paralisação vai ocorrer somente dia 9. Dia 10 a gente está no colégio novamente. Mas se lá na frente a categoria entender que deve haver greve, as atividades estarão suspensas por tempo indeterminado”, apontou.
O líder do sindicato disse que se a categoria manter o estado de greve geral nos próximos dias, a suspensão será por tempo indeterminado e total, rejeitando o modelo de funcionamento por porcentagem de contingente, indicada para algumas classes consideradas como “serviço essencial”.
“Se houver greve é paralisação total, não terá nenhuma porcentagem de professor trabalhando”, afirmou.
“A paralisação foi uma decisão da assembleia ocorrida na última segunda-feira, por conta do não avanço nas negociações dos patrões. Além de não aceitar nenhuma das propostas que a gente está fazendo, eles ainda estão fazendo uma contraproposta que busca reduzir direitos que nós já temos, como, por exemplo, o direito à bolsa de estudos para filhos de professor na escola, que eles querem reduzir”, completou.

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