Até nove suplentes podem assumir mandatos na Bahia após eleições; veja quem pode entrar
Mudanças na Câmara dos Deputados, ALBA, Senado e Câmara de Salvador podem abrir vagas para suplentes eleitos na Bahia após novas decisões políticas
Por João Tramm.
O resultado das eleições de 2026 não deve encerrar todas as mudanças na composição das bancadas da Bahia. Até nove suplentes podem assumir mandatos no Legislativo baiano, de forma temporária ou definitiva, caso parlamentares eleitos sejam chamados para funções nos governos estadual ou federal.

As possíveis mudanças envolvem a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o Senado e a Câmara Municipal de Salvador. Parte dos cenários depende de decisões que ainda serão tomadas após as eleições e da eventual recomposição das equipes dos governos.
Além das possíveis mudanças provocadas por indicações para cargos no Executivo, a renovação das bancadas foi significativa. Na Câmara dos Deputados, praticamente um terço da bancada baiana foi renovado. Entre os candidatos conhecidos do público, houve também nomes que não conseguiram transformar a popularidade em votos suficientes para conquistar um mandato.
Câmara de Salvador já tem suplente indicado para assumir vaga
Uma das mudanças já é considerada certa. O vereador Sandro Filho foi eleito deputado federal e, com a saída dele da Câmara Municipal de Salvador, George, conhecido como O Gordinho da Favela, primeiro suplente do partido, deve ocupar a cadeira. George recebeu 12.913 votos e é o suplente indicado para assumir a vaga deixada por Sandro Filho.

Diferentemente das demais possibilidades apresentadas na reportagem, essa substituição decorre diretamente do resultado eleitoral e não depende de uma eventual reforma ou recomposição de secretariado.
Suplentes podem assumir vagas após mudanças no governo da Bahia
As demais possibilidades estão relacionadas principalmente à composição dos governos e às escolhas políticas feitas após a eleição. No governo de Jerônimo Rodrigues, cinco integrantes do secretariado deixaram suas funções para disputar as eleições e foram eleitos. Caso retornem ao Executivo, novas vagas poderão ser abertas no Legislativo e ocupadas pelos suplentes das respectivas legendas.
Os nomes são Afonso Florence, Rowenna Brito, Osni Cardoso, Neusa Cadore e Angelo Almeida. A eventual volta de cada um deles para o governo provocaria uma substituição no Legislativo, permitindo que outro nome da mesma legenda, conforme a ordem de suplência, assuma o mandato.
Afonso Florence pode abrir vaga na Câmara dos Deputados
Afonso Florence foi reeleito deputado federal e passou praticamente toda a gestão de Jerônimo Rodrigues à frente da Casa Civil.
Caso retorne ao governo para reassumir o comando da Casa Civil, a cadeira na Câmara dos Deputados deverá ser ocupada pelo primeiro suplente do PT, Zé Neto, que recebeu 104.550 votos. A possibilidade depende de uma decisão política sobre a composição do governo estadual.
Osni Cardoso pode provocar mudança na ALBA
Na Assembleia Legislativa da Bahia, uma das possíveis mudanças envolve Osni Cardoso. O deputado estadual deixou a Secretaria de Desenvolvimento Rural para disputar novamente uma cadeira no Legislativo.
Durante o período em que esteve afastado da ALBA, Elisabete Costa assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Rural. Como Osni foi eleito e também integra o PT, um eventual retorno ao governo abriria espaço para outro petista assumir a cadeira na Assembleia.
O primeiro suplente do PT é Radiovaldo, que recebeu 46.597 votos. Nesse cenário, ele seria o nome chamado inicialmente para ocupar a vaga.
Angelo Almeida pode voltar ao governo e abrir espaço para Tito
Outra possível mudança envolve Angelo Almeida, que deixou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Durante o período eleitoral, Aécio Moreira assumiu a pasta, mas posteriormente pediu exoneração. Atualmente, o comando da SDE está com o engenheiro agrônomo João Carlos Oliveira da Silva, do PSB.
Caso Angelo Almeida, do PT, retorne ao governo, a vaga deixada por ele na ALBA seria ocupada por outro integrante da legenda. Nesse cenário, o segundo suplente do PT é Tito, que recebeu 33.414 votos.
Neusa Cadore pode abrir espaço para André Fidalgo
A Secretaria de Políticas para as Mulheres também está entre as pastas que podem provocar mudanças na Assembleia. Neusa Cadore deixou o cargo para disputar uma cadeira na ALBA. Durante o período eleitoral, Camilla Batista ficou à frente da secretaria.
Como Neusa foi eleita, uma eventual volta dela ao Executivo abriria uma vaga no Legislativo. O próximo nome na lista de suplência do PT é André Fidalgo, que recebeu 32.546 votos.
Rowenna Brito pode provocar quarta mudança do PT na ALBA
Na Secretaria da Educação (SEC), a então titular Rowenna Brito também deixou o cargo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Atualmente, a chefe de gabinete Luciana Menezes responde cumulativa e interinamente pelo comando da pasta. Caso Rowenna retorne ao governo, a vaga dela na ALBA seria preenchida pelo próximo nome da lista de suplência do PT. Nesse caso, o quarto suplente é Jacó, que obteve 27.553 votos.
Somente as possíveis movimentações envolvendo integrantes do governo Jerônimo Rodrigues poderiam provocar cinco substituições no Legislativo: uma na Câmara dos Deputados, com Afonso Florence, e quatro na Assembleia Legislativa, com Osni Cardoso, Angelo Almeida, Neusa Cadore e Rowenna Brito.
Senado também pode ter mudança após eleição presidencial
No Senado, existe uma possibilidade de mudança relacionada ao resultado da eleição presidencial e à eventual composição de um novo governo.
O cenário depende da definição sobre a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Caso Lula seja eleito e decida recompor seu ministério, o senador Rui Costa aparece como favorito para voltar ao posto de ministro da Casa Civil.
Se isso acontecer, Rui Costa deixaria temporariamente a cadeira no Senado e quem assumiria seria o primeiro suplente da chapa, Ronaldo Carletto, do Avante. Ronaldo Carletto é o primeiro suplente de Rui Costa. A segunda suplente é Jailma.

Outros dois parlamentares devem permanecer no Legislativo
Segundo apuração do Aratu On, outros dois nomes que exerciam funções antes de assumirem os mandatos conquistados nas urnas não devem deixar o Legislativo para retornar aos postos anteriores.
Um deles é Lucas Reis, eleito deputado federal pela Bahia. Antes da eleição, ele ocupava o cargo de chefe de gabinete do senador Jaques Wagner.
Lucas Reis foi o deputado federal mais votado da Bahia, com mais de 190 mil votos. Caso optasse por retornar à função anterior no Senado, o segundo suplente do PT, Waldenor, assumiria a cadeira na Câmara dos Deputados.
A tendência, porém, é que Lucas permaneça no mandato recém-conquistado nas urnas. Caso deixasse a Câmara, Waldenor, que recebeu 96.378 votos, seria o nome chamado.
Júlio Pinheiro também pode provocar uma mudança, mas esse cenário é considerado improvável. Ele ocupava o cargo de secretário especial de Assuntos Federativos na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Caso retorne à função no governo federal, abriria uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Nesse cenário, quem assumiria seria Rosival Leite, sexto suplente do PT na ALBA, com 21.616 votos.
A possibilidade, no entanto, depende da reeleição de Lula e de uma eventual movimentação de Júlio Pinheiro para retornar ao Executivo federal.
Quem são os suplentes que podem assumir na ALBA
Veja os três suplentes mais votados de cada partido na Assembleia Legislativa da Bahia:
PSOL
Hilton Coelho — 64.500 votos
Jhonatas Monteiro — 42.152 votos
Adriana Brasil — 1.478 votos
PP
Marcelinho Veiga — 57.170 votos
Ron do Povo — 14.049 votos
George O Gordinho da Favela — 12.913 votos
PSD
Quinho — 56.183 votos
Dra. Elane — 46.890 votos
TH Thiancle — 45.502 votos
União Brasil
Kátia Oliveira — 53.729 votos
Wagner Alves — 53.451 votos
Paulo Magalhães Junior — 33.415 votos
PV
Antonio Henrique Jr — 52.122 votos
Dra. Fabíola Mansur — 47.016 votos
Anderson Santos — 482 votos
Avante
Felipe Duarte — 51.921 votos
Laerte do Vando — 48.580 votos
Patrick Lopes — 47.064 votos
PT
Radiovaldo — 46.597 votos
Tito — 33.414 votos
André Fidalgo — 32.546 votos
Republicanos
Douglas Pithon — 45.942 votos
Doutora Lara — 17.362 votos
Marquinhos do Leite — 10.968 votos
MDB
Bete de Zé de Agdônio — 44.723 votos
Matheus de Geraldinho — 41.855 votos
Dr. David Rios — 32.951 votos
PCdoB
Wenceslau — 32.866 votos
Professor Rui — 19.534 votos
João Felipe — 6.222 votos
PL
Tenóbio — 41.147 votos
Coronel França — 36.392 votos
César Leite — 34.596 votos
PDT
Rafa de Hildécio — 37.712 votos
Gildo Baleia — 36.109 votos
Penelope Belitardo — 34.208 votos
PSDB
Anderson Ninho — 22.548 votos
Luizinho Sobral — 19.310 votos
Luciano Braga — 18.331 votos
Cidadania
Pedro Américo — 13.345 votos
Irmão Niel — 560 votos
Gilmar Ribeiro Jr — 194 votos
Rede
Magno Lavigne — 8.497 votos
Marlene do Sindicato — 725 votos
Tarcito Vivas — 242 votos
Suplentes na Câmara dos Deputados
Confira os três suplentes mais bem votados de cada partido na Câmara dos Deputados:
PT
Zé Neto — 104.550 votos
Waldenor — 96.378 votos
Adriano Lima — 55.695 votos
União Brasil
Arthur Maia — 103.336 votos
Cacá Leão — 80.304 votos
Rogéria Santos — 70.959 votos
PV
Bacelar — 102.703 votos
Elen — 11.056 votos
Dr. Zé Raimundo — 3.278 votos
PL
Leandro de Jesus — 91.368 votos
Robinho — 79.165 votos
Sacra — 6.882 votos
PSB
Lídice da Mata — 89.705 votos
Vitor Bonfim — 89.338 votos
Adélia Pinheiro — 36.236 votos
PSD
Duda de Alan Sanches — 57.947 votos
Jorge Araújo Repórter — 24.813 votos
Oziel Oliveira — 22.040 votos
Republicanos
Paulo Magalhães — 82.187 votos
Abraão Reis — 75.852 votos
Danilo Henrique — 38.136 votos
PP
Soldado Correa — 80.879 votos
Bebeto — 33.569 votos
Felipe Lucas — 7.617 votos
Avante
Zito Barbosa — 65.830 votos
GCM Nogueira — 5.445 votos
Juliana Prates — 3.493 votos
PSDB
Dr. Marcelo — 58.916 votos
Zé Chico — 47.991 votos
Marcola do Grau — 21.941 votos
MDB
Maurício Trindade — 44.640 votos
Danilo Henrique — 38.136 votos
Kel Torres — 13.705 votos
PDT
Flávio Matos — 21.547 votos
Paulo Cezar — 21.306 votos
Capitão Tadeu — 18.314 votos
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