Funcionários da Caixa Econômica protestam em Salvador; categoria entra no quinto dia de paralisação
Funcionários da Caixa fazendo protesto em frente ao prédio no Itaigara, em Salvador
Por Rosana Bomfim.
Bancários da Caixa Econômica Federal realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (14), em Salvador, no quinto dia de paralisação da categoria. “Nós estamos aqui para lutar pelos interesses. A Caixa está parada 100% na Bahia", disse o representante dos empregados na mesa de negociação da Caixa, Érico Jesus.

O protesto ocorre após os empregados rejeitarem a proposta apresentada pela direção do banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, mudanças na proposta de custeio do Saúde Caixa e a manutenção dos direitos previstos nos acordos coletivos.
Durante o ato, o representante dos empregados na mesa de negociação da Caixa, Érico Jesus, afirmou que a manifestação representa a insatisfação da categoria com as propostas apresentadas pelo banco e com a condução das negociações.
“É uma mobilização grande, que demonstra que estamos unidos no intuito de que a gente consiga uma proposta que seja respeitosa, uma proposta condizente com aquilo que representa o trabalho do empregado da Caixa”, afirmou.
Segundo Érico, os trabalhadores também protestam contra medidas anunciadas pela Caixa durante as negociações, que, de acordo com os representantes sindicais, poderiam resultar na retirada de direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

O que os bancários reivindicam?
O principal ponto de impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados. A categoria é contrária à proposta de custeio apresentada pela instituição, que prevê a cobrança diferenciada de acordo com a faixa etária dos beneficiários.
Para os representantes dos trabalhadores, a mudança pode comprometer o caráter solidário do plano e aumentar os custos para empregados mais velhos e aposentados.
“Essa quebra das idades por faixa etária representa uma perversidade, principalmente para o pessoal que é aposentado”, disse Érico.
O representante afirma que os trabalhadores defendem a manutenção dos princípios que fundamentaram a criação do Saúde Caixa, entre eles o pacto intergeracional e o mutualismo.
“Não queremos que a Caixa transforme o nosso plano em um plano de mercado. Queremos que mantenham os pilares que fundamentaram a criação do nosso plano lá em 2004”, afirmou.
A categoria também reivindica o restabelecimento efetivo da proporção 70/30 no custeio do plano, com maior participação da Caixa no financiamento, além de mudanças nas regras de coparticipação e na cobrança de 13 contribuições anuais.
Outro ponto defendido pelos trabalhadores é uma solução para garantir que empregados admitidos após 2018 possam permanecer no Saúde Caixa durante a aposentadoria, com participação da instituição no custeio.
Caixa recuou de medidas contra empregados
Após anunciar medidas administrativas contra os empregados e endurecer o discurso diante da rejeição da proposta, a Caixa informou, no domingo (13), a suspensão das penalidades enquanto durarem as negociações.
O banco também confirmou a retomada da mesa de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados.
Para os representantes sindicais, o recuo ocorreu após a mobilização dos trabalhadores e a pressão pela continuidade das negociações.
A categoria afirma que pretende manter a paralisação até que haja avanços considerados suficientes nas reivindicações.
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