Éden Valadares analisa regulação das redes sociais do governo Lula
Em entrevista ao Linha de Frente, dirigente do PT avalia proposta do governo Lula para regular redes sociais
Por Da redação.
O secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), o baiano Éden Valadares, fez uma análise da regulação das plataformas de redes sociais proposta pelo governo Lula (PT). A declaração ocorreu durante participação no Linha de Frente, apresentado pelo jornalista Pablo Reis.

O petista afirmou que a campanha evidenciou a necessidade de combater a desinformação e a influência de empresas de tecnologia no processo eleitoral.
O secretário ainda negou que a proposta seja uma tentativa de censura disfarçada.
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"Como nós temos que fazer reforma, o que eu estou chamando de reforma da comunicação no Brasil, entenda, nós precisamos regular as redes sociais no Brasil. Esta campanha, isso não é censura não. De jeito nenhum, não tem nada a ver com o conteúdo. Eu tenho preocupação de emplacar um discurso desse, porque me soa censura. Então, eu lhe convido a conhecer o que foi feito na Austrália. Eu lhe convido a conhecer o que foi feito na Nova Zelândia. Eu lhe convido a conhecer o que está sendo feito na Europa. Nós não estamos falando de regulação de conteúdo. A liberdade de expressão, a liberdade de opinião, desde que não fira o direito alheio, desde que não seja crime. É a regra da Constituição. O que nós queremos, Pablo, é que o que vale na vida real, vale na vida digital", explicou Éden Valadares.
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"Se a gente conseguir avançar para isso [a proposta de regulação das redes] , como a gente avançou no ECA Digital, já é importante. O que é que é o ECA Digital? É, a gente pegou, o que é crime de pedofilia, de exploração de criança e adolescente, que na vida real, eu vou chamar assim, já era crime e já era combatido pelo Estado, mas que num ambiente digital havia uma certa liberdade ou libertinagem para as pessoas fazerem sem serem responsabilizadas, penalizadas. O que nós queremos é que o que é razoável. Se é crime você ser racista na vida real, deve ser crime ser no ambiente digital. Isso vale para homofobia, isso vale para o machismo. Isso vale para a propagação do ódio. Isso vale para o atentado contra o Estado democrático, isso vale para todos os crimes", acrescentou.
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