PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre Banco Master
Senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, é investigado por suposto recebimento de vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. Depoimento está marcado para 7 de agosto
Por Dinaldo dos Santos.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no dia 7 de agosto no inquérito que investiga o suposto recebimento de propina e outras vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master.
A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também resultou em mandados de busca e apreensão e restrições a atividades econômicas do parlamentar.
A intimação ocorre após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, além de impor restrições relacionadas a atividades econômicas.

De acordo com a investigação, a PF apura a existência de uma possível ligação entre familiares de Jaques Wagner, empresas vinculadas ao senador e pessoas associadas ao extinto Banco Master. Os investigadores afirmam ter reunido indícios de que o parlamentar teria sido beneficiado, de forma direta ou indireta, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias ligadas à instituição financeira.
Segundo a corporação, um dos principais investigados é Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, apontado como responsável por conduzir operações financeiras e intermediar supostos benefícios destinados ao senador.

Entre os fatos analisados está o suposto pagamento de um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,4 milhões. Conforme a PF, uma conversa interceptada mostra Jaques Wagner enviando a Augusto Ferreira Lima o contato do gerente da construtora, acompanhado da informação sobre a unidade e o valor do imóvel.
Após ser alvo da operação da Polícia Federal, Jaques Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado.
Jaques Wagner tentou vender terreno
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou vender um terreno avaliado em R$ 15,8 milhões um dia após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado (18).
Segundo a reportagem do Estadão, a transferência da propriedade foi impedida pelo cartório de registro de imóveis após o recebimento de uma ordem de bloqueio de bens determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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