Adolescente é apreendido por violência doméstica contra a mãe no bairro do Canela em Salvador
Adolescente de 15 anos é investigado por agressões físicas, ameaças e injúrias contra a mãe; registros policiais sobre os episódios existem desde 2023
Por Dinaldo dos Santos.
Um adolescente de 15 anos foi apreendido na manhã desta segunda-feira (26), no bairro do Canela, em Salvador, por atos infracionais análogos a crimes de violência doméstica contra a própria mãe. A ação foi realizada por policiais civis durante diligências da Operação Juventude Segura, após a expedição de um mandado de busca e apreensão para internação.
Segundo a Polícia Civil, a mulher relatou episódios recorrentes de agressões físicas, ameaças e violência psicológica. Os registros policiais relacionados ao caso são feitos desde 2023.

Violência doméstica era registrada desde 2023
Em um dos relatos mais recentes, a vítima afirmou ter sido mantida em um quarto pelo adolescente, onde teria sofrido agressões durante todo o dia. Depois, conseguiu sair da residência e procurar ajuda policial.
Conforme os registros, as agressões incluíam socos, tapas e tentativas de estrangulamento. O adolescente já havia sido apresentado à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), em Salvador, por atos infracionais semelhantes.
Em abril de 2025, um mandado de busca e apreensão também foi cumprido contra ele. Após a apreensão desta segunda-feira, o adolescente foi conduzido por policiais civis da DAI à unidade especializada. Ele permanece à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento da medida determinada.
Violência doméstica cresce na Bahia
No último mês de abril, nossa reportagem publicou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) registrou mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número representa um aumento significativo em relação ao período anterior, que contabilizou 8.106 casos.
A maioria das vítimas é composta por mulheres. No mesmo intervalo, foram formalizadas 247 denúncias por feminicídio no estado.
Segundo o órgão, as denúncias têm como objetivo responsabilizar os autores e oferecer uma resposta institucional à violência extrema contra mulheres, que inclui agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, geralmente ocorridas no ambiente doméstico.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), promotor de Justiça Adalto Araújo, o enfrentamento dessa realidade exige mobilização coletiva. “Acreditamos que essa luta diária, somada ao esforço de toda a comunidade, pode ajudar a transformar a sociedade, para que toda mulher possa viver num mundo de mais equidade e paz”, afirmou.
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