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Homem morre após confronto na Boca do Rio, em Salvador

Suspeito chegou a ser socorrido após confronto com na Boca do Rio, mas não resistiu

Por Da redação.

Um homem, que ainda não teve o nome divulgado, morreu após um confronto com policiais militares na quinta-feira (30), no bairro Boca do Rio, em Salvador.

Confronto na Boca do Rio. Foto: ilustrativa

De acordo com informações da Polícia Civil, equipes realizavam rondas ostensivas na região quando foram surpreendidas por disparos de arma de fogo efetuados por um grupo de homens armados. Os policiais revidaram, dando início ao confronto.

Após o fim da troca de tiros, um dos suspeitos foi encontrado ferido. Ele foi socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda segundo a ocorrência, os policiais apresentaram na delegacia uma arma de fogo, além de porções de maconha e cocaína que teriam sido apreendidas durante a ação.

Foram expedidas as guias para a realização da perícia e remoção do corpo. As circunstâncias do confronto serão investigadas pela Polícia Civil.

Ações policiais concentraram 56% dos tiroteios

Ações policiais concentraram 56% dos tiroteios registrados em Salvador e RMS

O primeiro semestre de 2026 foi marcado pelo aumento da participação de ações e operações policiais nos episódios de tiroteios registrados em Salvador e na Região Metropolitana (RMS). 

É o que aponta o Relatório Semestral do Instituto Fogo Cruzado, divulgado nesta quarta-feira (29), que contabilizou 656 tiroteios entre janeiro e junho, dos quais 366 ocorreram durante operações policiais, o equivalente a 56% do total, o maior percentual da série histórica da instituição na Bahia.

Ao longo dos seis primeiros meses do ano, 637 pessoas foram baleadas na capital e na RMS. Desse total, 487 morreram e 150 ficaram feridas. Segundo o levantamento, 340 vítimas foram atingidas durante ações policiais, representando 53% de todos os baleados no período.

Outro dado que chamou atenção no levantamento foi o índice de chacinas relacionadas a operações policiais. Das 14 chacinas registradas entre janeiro e junho deste ano, 13 ocorreram durante ações policiais, o equivalente a 93% do total — o maior percentual desde o início do monitoramento realizado pelo Instituto Fogo Cruzado na Bahia, em 2022.

Esses episódios deixaram 49 mortos. O Complexo do Nordeste de Amaralina aparece entre as áreas mais afetadas. Apenas os bairros Nordeste de Amaralina e Pirajá concentraram 37% das mortes provocadas por chacinas policiais no semestre.

LEIA MAIS: Homem é preso suspeito de matar jovem após discussão em Salvador

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