Sargento da PM mata homem após confusão iniciada por briga entre crianças
Sargento da PM alegou legítima defesa após disparar contra Fábio Ferreira da Silva durante discussão
Por Laraelen Oliveira.
Uma confusão que teve início após um desentendimento entre crianças terminou com a morte de Fábio Ferreira da Silva, conhecido como “Fabinho”, na noite de sexta-feira (20), na Praça Rosária Trotta, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu durante uma comemoração pela vitória da Seleção Brasileira sobre o Haiti, em uma partida da Copa do Mundo.
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De acordo com informações divulgadas pelo RJTV, da TV Globo, crianças brincavam na praça quando começaram uma discussão que rapidamente chamou a atenção dos adultos presentes. Em meio ao tumulto, um adolescente de 13 anos procurou um responsável para intervir, o que contribuiu para o agravamento da situação.
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Durante a confusão, Fábio Ferreira da Silva e outro homem, identificado como Wanderson, foram atingidos. Ambos foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal Rocha Faria. Wanderson sofreu um ferimento na cabeça, recebeu atendimento médico e foi liberado ainda durante a madrugada. Já Fábio foi baleado duas vezes, incluindo um disparo no rosto, e não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos foi o sargento Wellington Sacramento dos Santos, que se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Em depoimento, ele afirmou que estava na praça acompanhado dos netos quando a discussão começou e que teria sido agredido após a chegada de homens envolvidos na confusão.
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O policial relatou ter efetuado dois disparos contra Fábio após sofrer agressões, alegando ter agido em legítima defesa. Ainda segundo sua versão, outro homem foi atingido com uma coronhada durante o confronto físico.

Familiares e amigos da vítima, no entanto, contestam a versão apresentada pelo agente. Eles afirmam que Fábio tentou intervir para separar a briga depois que um amigo foi agredido e acabou sendo baleado durante a tentativa de conter a situação.
A Polícia Civil informou que não houve prisão em flagrante porque, na avaliação inicial das autoridades, não estavam presentes os requisitos legais necessários para a medida naquele momento. O caso segue sob investigação.
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Em nota, a Polícia Militar informou que o sargento estava de folga no momento da ocorrência. A Corregedoria da corporação instaurou um inquérito para apurar a conduta do agente e esclarecer as circunstâncias que levaram ao desfecho fatal.
Casos envolvendo acusação de agentes de segurança na Bahia
O caso do sargento é similar com algumas situações envolvendo agentes de segurança na Bahia. A Justiça da baiana condenou os policiais militares acusados de envolvimento na morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em agosto de 2014. Os ex-agentes foram submetidos a júri popular no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. A sentença determinou a condenação de Jesimiel a 25 anos, três meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Em outro caso envolvendo integrantes da corporação, o capitão da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato-desvio. A decisão foi proferida pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador. A condenação teve como base denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou irregularidades praticadas entre julho de 2023 e março de 2024, no município de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.
Também neste mês, uma mulher denunciou ter sido agredida por uma policial militar durante uma abordagem realizada em Barreiras, no oeste baiano. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. Nas imagens, a mulher aparece chegando a uma residência alvo de uma operação policial. Ao ser questionada pelos agentes, ela afirma que estava indo para a casa do marido, apontado como alvo do mandado. Durante a ação, os policiais solicitaram que ela permanecesse do lado de fora do imóvel.
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