Temporais no RS afetam 50 mil pessoas e deixam dois mortos
Vítimas são um motociclista de 44 anos e uma idosa de 71 anos; temporais afetaram quase 50 mil pessoas e danificaram mais de 7 mil casas
Por Da redação.
Fonte: SBT News
As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos dias deixaram duas pessoas mortas e 25 feridas, segundo a Defesa Civil do estado. As vítimas são um motociclista de 44 anos, encontrado em Sagrada Família, e uma idosa de 71 anos, localizada em Cacique Doble. Quase 50 mil pessoas foram afetadas pelos temporais.

Em Sagrada Família, as buscas pelo motociclista começaram na quarta-feira (4), após o homem ser arrastado pela força da água ao tentar atravessar uma ponte. O corpo foi encontrado nesta quinta-feira (5).
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Já em Cacique Doble, o corpo da idosa foi localizado próximo a um rio. De acordo com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), a mulher morava sozinha, em uma residência situada a cerca de 20 metros do rio.
Mais uma vez, nosso povo enfrenta as consequências de um temporal devastador. As fortes chuvas e o granizo que atingiram especialmente o Norte do Estado deixaram cidades alagadas, centenas de casas danificadas e famílias desalojadas. Em Charrua, a chuva ultrapassou 300 milímetros. Em Tapejara, pelo menos 38 famílias precisaram deixar suas casas. Passo Fundo, Espumoso, Sananduva e outros municípios também enfrentam enormes prejuízos. Minha solidariedade às famílias atingidas e aos trabalhadores da Defesa Civil, bombeiros e voluntários mobilizados para proteger a população. Mas precisamos dizer com clareza: não podemos continuar tratando os eventos climáticos extremos como acontecimentos excepcionais! A crise climática é uma realidade. Nosso estado precisa de planejamento, investimentos públicos, recuperação das matas ciliares, gestão responsável das águas e sistemas eficientes de prevenção. É inaceitável que, depois das enchentes de 2024, ainda tenhamos que cobrar do governo Eduardo Leite agilidade nas obras do sistema de proteção contra cheias. Os atrasos precisam ser enfrentados com urgência. Cada obra que não avança significa mais comunidades expostas ao risco. É por isso que nosso mandato defende a criação do Instituto das Águas do RS, a recuperação das matas ciliares e uma política permanente de adaptação climática. Proteger a vida das pessoas precisa ser prioridade absoluta dos governos. Não podemos esperar a próxima tragédia para agir! Toda a minha solidariedade ao povo do Norte gaúcho. Seguiremos trabalhando por um Rio Grande mais seguro, preparado e comprometido com a vida!
— Miguel Rossetto (@MiguelSRossetto) November 4, 2026
Quase 50 mil pessoas afetadas
Segundo o balanço divulgado pela Defesa Civil nesta quinta-feira (5), 93 pessoas estão desabrigadas e outras 235 estão desalojadas. Mais de 7 mil residências foram danificadas ou destruídas, além de 136 prédios públicos, entre escolas e unidades de saúde.
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As tempestades atingiram o estado entre a tarde de terça-feira (3) e a madrugada de quarta-feira (4), provocando destelhamentos, quedas de árvores, bloqueios em rodovias e prejuízos em propriedades rurais. Mais de mil descargas elétricas foram registradas no estado.
Em Espumoso, na região Norte, uma árvore caiu sobre um carro e deixou duas pessoas feridas. Ambas foram encaminhadas ao hospital com lesões leves. As rajadas de vento também danificaram os telhados de quatro residências, de um posto de combustíveis e de um ginásio.
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Na rodovia RS-332, entre Espumoso e Tapera, a queda de cinco árvores interrompeu o trânsito por aproximadamente uma hora e meia. O Corpo de Bombeiros atuou na retirada dos obstáculos e na liberação da pista.
Outros municípios também registraram prejuízos, entre eles Água Santa, Muliterno, Protásio Alves, Santa Maria e Nova Prata. Em Muliterno, na região Nordeste do estado, foram registrados destelhamentos, queda de granizo e bloqueio de uma via por uma árvore.
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