Eduardo Bolsonaro diz que se Brasil retaliar, EUA vão dobrar tarifas

Lula autorizou início do processo que pode levar à adoção de Lei da Reciprocidade Econômica contra Estados Unidos por causa do tarifaço

Por Da redação.

Fonte: Gabriela Vieira, SBT News

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse nesta sexta-feira (29) que "todo mundo já sabe o que vai acontecer" se o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica sobre exportações norte-americanas em retaliação ao tarifaço de Donald Trump. Segundo o congressista, se o país responder com 50%, os Estados Unidos vão dobrar taxa.

Lula autorizou nessa quinta (28) o início do processo que pode levar à adoção de medidas de retaliação aos Estados Unidos. Eduardo comentou que os EUA estão apenas se protegendo.

Eduardo Bolsonaro

"Eu acho até que o Trump está sendo muito cordial com o Lula, porque duas semanas atrás ele disse que receberia uma ligação de Lula. Agora, o Lula tem que ter conduta de presidenciável, tem que deixar de lado um pouco a pauta ideológica", afirmou em entrevista ao Metrópoles.

"Lula não fará isso, porque pensa primeiro no poder. Para se manter no poder, está adorando essa questão tarifária, por poder culpar Trump por seu fracasso na parte econômica", acrescentou.

Eduardo tem trabalhado junto ao governo Trump em meio ao tarifaço e pela aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em relação à sanção imposta ao magistrado, o parlamentar disse que é "meio insano" achar que "vai mergulhar o país [Brasil] em um modelo antidemocrático" e não ter nenhum prejuízo.

Durante a entrevista, o parlamentar também afirmou que Moraes tem outra rede de financiamento e que isso tem a ver com a esposa do ministro, Viviane de Moraes.

Reunião com Bessent

Ao ser questionado se teria atuado no cancelamento de reunião entre o secretário do Tesouro dos Estados Unidos e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o deputado disse que "quem é Eduardo Bolsonaro na fila do pão para dizer quem Scott Bessent vai receber ou não".

O encontro foi desmarcado e, no mesmo dia, o parlamentar se encontrou com Bessent. Ele ainda acrescentou que "se Haddad não foi recebido, é porque ele está fazendo alguma coisa errada". Ainda afirmou que não tem qualquer ingerência sobre a agenda americana.

"É loucura você imaginar que o presidente Trump fale que deseja ABCD, você faz o contrário e ainda quer recebido com tapetinho vermelho pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent", falou.

Julgamento de Bolsonaro

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado começa em 2 de setembro, próxima terça. Eduardo já deixou claro que vai assistir o julgamento em Washington, nos EUA. Mas disse que não tem como confirmar se Trump também vai acompanhar.

Perseguição

Eduardo pediu nessa quinta ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para exercer o mandato de deputado dos Estados Unidos. Ele alegou que é "forçado" a permanecer nos EUA "em razão de perseguições políticas" e que, por isso, não volta. "Vocês acham que se eu for ao Brasil, eu não serei preso?", falou.

Em relação ao Congresso, o parlamentar declarou ter esperança de que a anistia a condenados do 8 de janeiro, demanda da oposição, seja votada para reverter inelegibilidade do pai, válida até 2030.

 

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