‘Duro dorme ou pode curtir?’ Foliões revelam dicas financeiras inusitadas
Entre look de milhões, fantasia de R$ 25 e promessa no Salmo 40, a pergunta é uma só: dá para brincar sem dinheiro?
Por João Tramm.
Precisa ter dinheiro para curtir o Carnaval? Quanto custa, de fato, passar um dia na folia? Entre maquiagem impecável, bebida, transporte e fantasia, a folia cabe em todos os bolsos.
Há quem diga que apenas precisa da passagem e de disposição, outros defendem ir para o circuito apenas se for com o melhor look. Foliões se dividem na pergunta: duro dorme ou vai para o Carnaval?

“Duro dorme, amor!”
Toda produzida, chamando atenção por onde passa, a Tatiane Paixão não economiza quando o assunto é visual.
Perguntada se montar um look como o dela sai caro, ela responde sem rodeios:
“Já estou acostumada. Esse lookzinho assim, eu sempre estou toda produzida. Um look desse aqui realmente é muito caro. Mas eu já estou acostumada a gastar, pra mim é normal.”
E quando a pergunta é direta — duro dorme ou curte? — ela responde:
“Duro dorme, amor! Porque eu não quero ninguém duro atrás de mim. Eu gastei, me produzi pra vir um homem duro pagar uma água? Eu não quero!”
Ao ser provocada sobre o risco de sair toda arrumada e voltar “sem nada” depois de um dia inteiro de festa, Tatiane mantém a confiança:
“Eu gosto, eu sempre estou assim. Como a gente é do bairro, conhece as pessoas, ninguém mexe. E eu sempre fico retocando a make pra ficar bela na foto.”
No grupo das “Kutiveiras”, a opinião se dividiu
Entre amigas, a pergunta também gerou discussão. No bloco montado entre amigos, conhecido como “Kutiveiras”, houve divergência.
Algumas defenderam que dá, sim, para aproveitar mesmo sem dinheiro: “Até duro dá pra curtir!”
Mas outras mulheres mudaram o discurso e foram categóricas. E ainda apontaram que estão infelizes com a quantidade de homens sem dinheiro nas ruas.
“Duro dorme! Tem que vir com dinheiro! Pra beber, porque a gente vai ficar de bico seco? E outra, só tem homem duro!”

“Eu tô dura e tô curtindo!”
Já Everlaine Carvalho e Lavínia Sacramento representam o time que não deixa a falta de dinheiro impedir a diversão.
“Duro curte! Eu tô dura!”, diz uma delas, rindo.
E quando a pergunta é sobre gasto médio por dia: “Nada! Se tá duro, vai gastar o quê?”
A provocação seguinte é inevitável: e as contas? E o Serasa? A resposta vem da fé bíblica: “Fica guardado no Salmo 40.”
O Salmo 40, da Bíblia, fala sobre esperar com paciência e confiar que dias melhores virão — e parece ter virado estratégia financeira pós-folia.
“Depois do Carnaval resolve tudo. O ano só começa depois do Carnaval, só em março!”, brincam. Tem que curtir o momento. Depois a gente resolve. Vou até o fim. Até março”, acrescentou.
Fantasia de R$ 25 e passagem no metrô
Nem todo mundo aposta em produção cara. Julia Luane mostrou que criatividade pode sair mais barato que ostentação.
“Minha fantasia custou 25 reais. A graça do Carnaval também está na fantasia. Vai vir pro Carnaval? Tem que vir com fantasia. É belíssima, não é?”
Para ela, não é preciso ser rico para participar:
“Duro consegue vir, só basta ter passagem no cartão do metrô. Mas eu gastei 300 reais em um dia só. Mas só que quem quiser consegue gastar 20, 30, 50 reais. Bora botar 50”, encerrou.
Sábado no Campo Grande
O amor tomou conta do Campo Grande neste sábado. Carnaval é sinônimo de paquera? Para muita gente, sim. Mas para outros foliões, a maior festa de rua do planeta também é sinônimo de parceria, cumplicidade e tradição familiar. Em meio aos trios elétricos e blocos, casais de longa data e filhos crescidos mostram que a folia pode, sim, ser vivida a dois - ou em família. Veja conselhos românticos.
Mas agressão também marcou a folia de sábado no Centro. Mulher de 30 anos é suspeita de agredir o marido, de 21, na tarde deste sábado (14), durante uma discussão nas imediações da Praça da Piedade, no bairro do Campo Grande, em Salvador, área que integra o Circuito Osmar.
O dia ainda contou com presença de autoridades. O presidente Lula pulou ao som da banda BaianaSystem, neste sábado de Carnaval (14), no Campo Grande, em Salvador. Ele curtiu a passagem do grupo ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, da primeira-dama, Janja da Silva, entre outras autoridades.
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