Pescadores de São Tomé de Paripe são atendidos por ação emergencial; saiba mais
Prefeitura de Salvador faz ação para garantir sustento de pescadores e marisqueiros afetados por suposta contaminação na praia de São Tomé de Paripe
Por Laraelen Oliveira.
A Prefeitura de Salvador iniciou, nesta quarta-feira (8), uma ação emergencial voltada a pescadores, marisqueiras e ambulantes da região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário. A iniciativa ocorre em meio à crise provocada pela suspeita de contaminação ambiental na praia local, que vem comprometendo o sustento de centenas de famílias que dependem diretamente da atividade pesqueira.
+Simm atende 15 mil pessoas e oferta 2 mil vagas no primeiro trimestre de 2026

Ação emergencial da Prefeitura de Salvador atende centenas de famílias
O projeto é coordenado em conjunto pelas secretarias municipais de Promoção Social (Sempre) e Especial do Mar (Semar), e atendeu 626 famílias previamente cadastradas, além de incluir a distribuição de cestas básicas, atualização do Cadastro Único (CadÚnico) e orientação sobre acesso a programas sociais, como o Seguro-Defeso. O atendimento acontece na Escola Municipal Otaciano Pimenta, com o objetivo de evitar o deslocamento dos moradores até a central do serviço, no bairro do Comércio.

Interdição da praia e suspeita de contaminação
A medida emergencial foi adotada após a interdição de um trecho da praia, determinada no dia 11 de março pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Análises preliminares identificaram a presença de substâncias como nitrato e cobre no sedimento arenoso, associadas a manchas azuladas e amareladas observadas por moradores. Além dos riscos ambientais, há preocupação com possíveis impactos à saúde, como infecções e doenças como hepatite A e conjuntivite.

+Carteira de Identidade pode ser emitida gratuitamente em Salvador; saiba como
Relatos de moradores indicam mortandade de peixes e mariscos, o que inviabiliza a pesca e a comercialização dos produtos. Em registros recentes, pescadores demonstram indignação com a situação e denunciam a presença de resíduos na água, além da perda total da produção marinha.

Apesar das evidências apontadas pelo Inema, há divergências quanto à origem do problema. A empresa Intermarítima, responsável pela administração do Porto de Aratu, nega qualquer relação com a contaminação e afirma operar dentro das normas ambientais. A companhia também declarou não manusear substâncias com as características observadas na praia.
Investigações continuam sem conclusão
Paralelamente, análises realizadas por um terminal portuário na região não identificaram contaminação na água do mar, embora tenham reforçado a necessidade de investigação sobre possíveis passivos ambientais históricos, especialmente devido à atuação industrial anterior na área, que incluía o manuseio de metais como o cobre.
+Salvador tem 3ª maior população preta do Brasil fora da África
Diante da incerteza, o Inema mantém a interdição do trecho afetado como medida preventiva e segue realizando estudos técnicos para identificar a origem das substâncias e avaliar a extensão dos danos ambientais.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).