Trabalhadores com deficiência ganham R$ 837 a menos por mês; veja dados do Censo
Trabalhadores com deficiência ganham R$ 837 a menos por mês, em média, segundo o Censo 2022; entenda os pontos da desigualdade
Por Liven Paula.
Trabalhadores com deficiência ganham R$ 837 a menos por mês, em média, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio pelo trabalho foi de R$ 2.053 entre pessoas com deficiência, enquanto chegou a R$ 2.890 entre os demais trabalhadores.

Trabalhadores com deficiência ganham R$ 837 a menos por mês
A diferença aparece em todos os grupos de atividades econômicas analisados pelo IBGE. Em algumas áreas, o intervalo entre os rendimentos ultrapassa R$ 1 mil.
Nas atividades de informação, finanças e outros serviços profissionais, por exemplo, a renda média foi de R$ 2.754 para trabalhadores com deficiência, contra R$ 4.008 entre os demais — uma diferença de R$ 1.254.
O Censo mostra que a desigualdade não está apenas no rendimento. Em 2022, 29% das pessoas com deficiência estavam ocupadas, enquanto a taxa entre pessoas sem deficiência foi de 55,8%.
Entre os diferentes tipos de dificuldade analisados pelo IBGE, a taxa de ocupação chegou a 35,9% entre pessoas com dificuldade para enxergar e a 27,5% entre aquelas com dificuldade para ouvir.
O levantamento identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país em 2022, o equivalente a 7,3% da população com 2 anos ou mais.
O IBGE também analisou a renda dos domicílios. Nas famílias com pelo menos uma pessoa com deficiência, o trabalho representava 55,7% da renda familiar. Nos domicílios sem pessoas com deficiência, essa participação chegava a 78,4%.
Os dados fazem parte do levantamento Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil, divulgado pelo IBGE.

Salvador perde milhares de moradores e registra maior queda entre capitais
Salvador perde milhares de moradores, segundo as Estimativas da População 2026 divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). A capital baiana aparece com 2.559.945 habitantes, uma redução de 0,17% em relação à estimativa de 2025, o equivalente a cerca de 4.259 pessoas.
Com o resultado, Salvador teve a maior queda proporcional entre as capitais brasileiras no período. A redução também mantém um cenário de diminuição populacional já observado em levantamentos anteriores do instituto.

Apesar do recuo, a capital baiana continua como o município mais populoso da Bahia e ocupa a quinta posição entre as cidades brasileiras com maior número de habitantes.
O levantamento mostra que outras três capitais também tiveram redução populacional na comparação com o ano passado.
Natal, no Rio Grande do Norte, registrou queda de 0,13%; Belém, no Pará, teve redução de 0,08%; e Belo Horizonte, em Minas Gerais, apresentou recuo de 0,02%.
Na direção contrária, a maioria das capitais teve crescimento ou estabilidade. Boa Vista, em Roraima, apresentou a maior alta, de 3,2%. Porto Alegre não registrou variação na estimativa.
O comportamento registrado em Salvador também aparece em outros municípios baianos. Segundo o IBGE, quatro em cada dez cidades da Bahia tiveram redução no número estimado de habitantes entre 2025 e 2026.
Entre os municípios que apresentaram as maiores altas estão Jussari, com crescimento de 5,46%; Itagi, com 2,72%; Dário Meira, com 2,37%; Caravelas, com 1,57%; e Luís Eduardo Magalhães, com 1,32%.
Parte das maiores variações está relacionada à atualização de limites territoriais formalizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Luís Eduardo Magalhães e Nordestina tiveram aumento populacional mesmo sem alteração territorial.
Mesmo com a redução, Salvador permanece no ranking das cidades brasileiras mais populosas. A capital baiana tem 2.559.945 habitantes e fica atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza.
Confira as cinco maiores populações:
São Paulo: 11.911.337 habitantes;
Rio de Janeiro: 6.731.133;
Brasília: 3.009.996;
Fortaleza: 2.582.360;
Salvador: 2.559.945.
Juntos, os cinco municípios concentram aproximadamente 26,8 milhões de habitantes, o equivalente a 12,5% da população estimada do Brasil.
As Estimativas da População 2026 apontam que o Brasil alcançou 214,2 milhões de habitantes. Apesar do crescimento, o ritmo de expansão populacional apresentou uma leve desaceleração.
A taxa de crescimento geométrico passou de 0,39% no levantamento anterior para 0,37% neste ano.
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