Perspectivas econômicas brasileiras para o segundo semestre de 2026
Julho já bate à porta e a certeza é de que entraremos no segundo semestre do ano com sinais mistos na economia. De um lado, a inflação segue acima da meta, pressionada pelo câmbio depreciado e pelos gastos públicos elevados. Do outro, o Banco Central mantém os juros altos, o que freia o consumo e o crédito.
Em meio a este cenário, o mercado de trabalho ainda mostra resiliência, com desemprego em níveis relativamente baixos e o agronegócio segue como âncora das exportações. O grande desafio a partir de agora é equilibrar a necessidade de crescimento com a disciplina fiscal. Em um ano eleitoral, essa equação fica ainda mais difícil.
Na qualidade de contador, ressalto que as perspectivas econômicas para os próximos meses dependem da confiança dos investidores e do compromisso do governo com o arcabouço fiscal. Indiscutivelmente, sabemos que potencial existe, mas a dúvida é se haverá espaço político para aproveitá-lo. Sigamos observando!
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