Greve dos Correios na Bahia chega ao 12º dia; veja situação das agências
Greve dos Correios na Bahia mantém trabalhadores mobilizados e deixa algumas agências fechadas; saiba como situação está sendo resolvido
Por Liven Paula.
A greve dos Correios na Bahia chega ao 12º dia nesta segunda-feira (21), com a adesão dos trabalhadores mantida e algumas agências fechadas no estado.

Ao Aratu On, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios na Bahia informou que, até o momento, a empresa não chamou a categoria para retomar o diálogo.
A categoria segue mobilizada enquanto aguarda uma nova negociação com a empresa e a retomada do julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Greve dos Correios na Bahia segue com adesão
A paralisação continua nas unidades baianas, mas a situação não é igual em todas as agências. Algumas estão fechadas devido à adesão dos trabalhadores, enquanto outras permanecem em funcionamento.
Também está em vigor uma decisão judicial que determina a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade dos Correios durante a greve. A medida inclui áreas de atendimento, transporte e distribuição.
Com a continuidade do movimento, clientes podem encontrar alterações no atendimento e possíveis impactos nos prazos de entrega e distribuição de encomendas.
Os Correios informaram que adotaram medidas para reduzir os efeitos da paralisação, entre elas o remanejamento de equipes, o reforço das operações e ações logísticas para manter os serviços.
O Tribunal Superior do Trabalho interrompeu nesta segunda-feira (21) o julgamento que analisa a greve dos Correios.

A sessão foi suspensa por 48 horas para que as entidades que representam os trabalhadores tenham tempo de analisar documentos apresentados recentemente no processo.
O julgamento será retomado na quinta-feira (24), às 15h30, quando o tribunal deverá dar continuidade à análise do processo.
Durante a sessão, o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho afirmou que os documentos haviam sido apresentados sem que a parte contrária tivesse tido tempo suficiente para examiná-los. Por isso, a análise foi interrompida antes da conclusão.
O movimento começou depois que Correios e trabalhadores não chegaram a um acordo sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho.
O plano de saúde é o principal ponto de divergência. A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) defende a manutenção do modelo atual do benefício e afirma que as demais cláusulas do acordo avançaram nas negociações.
Segundo a entidade, uma eventual mudança na forma de custeio poderia aumentar o impacto financeiro para as famílias. A federação afirma que a discussão envolve mais de 170 mil pessoas, entre trabalhadores, aposentados e dependentes.
O que dizem os Correios
Os Correios acionaram a Justiça após o início da paralisação e pediram que o movimento fosse considerado abusivo. A empresa afirma que as agências permanecem em funcionamento e que vem adotando medidas para preservar os serviços durante a greve.
Entre as ações anunciadas estão o deslocamento de equipes para reforçar as atividades operacionais, mutirões de entrega e ajustes na logística.
A estatal também afirma que as medidas têm o objetivo de diminuir os impactos da paralisação para os clientes.
Com a suspensão do julgamento, os representantes dos trabalhadores terão 48 horas para analisar os novos documentos apresentados no processo.
A orientação da FINDECT é pela continuidade da greve até a retomada da sessão no TST.

Leia mais: Justiça pode bloquear contas no Nubank, Itaú, BB, Caixa e XP; entenda nova regra CNJ
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).