UFBA mantém índices e ocupa 21ª posição entre melhores universidades brasileiras

UFBA obteve a pontuação de 70.4 e a colocação de 1024 na lista das universidades mundiais

Por Victor Souza.

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) manteve sua posição entre as principais instituições de ensino superior do país no ranking do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) 2026, divulgado nesta segunda-feira (1º). 

Fachada Ufba

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira (1º), mostrou que a organização baiana manteve o 21º lugar na lista das instituições brasileiras presentes na pesquisa. 

Pontuação da UFBA

A universidade obteve a pontuação de 70.4 e a colocação de 1024 na lista das universidades mundiais. Na comparação com as outras universidades nordestinas, a instituição baiana ficou na quarta posição, só ficando atrás da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Na análise geral, 45 das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores no mundo caíram de posição no ranking de 2026 

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lideraram a lista dessas instituições. No entanto, de forma geral, as universidades brasileiras atingiu 87% das entidades de ensino superior. 

Conforme o levantamento, a queda está atribuída ao crescimento de faculdades particulares, entre outras.  Somente cinco universidades brasileiras subiram de posição e outra universidade além da UFBA manteve a mesma posição. Já outras 44 tiveram queda. 

Eleição na UFBA 

O estudo chega em um novo contexto para a universidade. O professor João Carlos Salles foi eleito reitor da Universidade Federal da Bahia e retornará à liderança da instituição, após quatro anos. A vitória foi confirmada na manhã do último dia 22, quando a apuração já registrava cerca de 90% das urnas contabilizadas, 40 das 44, tornando o resultado matematicamente irreversível.

Salles, que comandou a universidade entre 2014 e 2022, concorreu pela Chapa 2, “Somos Ufba”, ao lado da professora Jamile Borges, indicada para a vice-reitoria.

A eleição marcou a primeira disputa após o fim da lista tríplice e contou com quatro chapas: “Mais Ufba” (Penildon Filho e Bárbara Coelho), “Somos Ufba” (João Carlos Salles e Jamile Borges), “Ufba Insurgente” (Fernando Conceição e Célia Sacramento) e “Nossa Ufba” (Salete Maria e Menandro Ramos).

Uma das marcas dessas eleições foi o confronto entre candidatos. A Ufba promoveu, no dia 14 de maio, debates oficiais entre as chapas inscritas na eleição para reitor e vice-reitor da instituição.

Segundo a universidade, os encontros tiveram como objetivo ampliar o diálogo sobre as propostas apresentadas pelas candidaturas e esclarecer a comunidade acadêmica sobre o processo eleitoral.

No início do debate, Salete Maria, professora da Escola de Administração, apontou que está sendo vítima de assédio institucional dentro da universidade, além de acusar a instituição de conduzir um processo eleitoral antidemocrático, já que a votação será apenas presencial, excluindo estudantes do ensino à distância (EAD).

O atual vice-reitor da Ufba, professor Penildon Silva Filho, defendeu que pode fazer uma gestão "mais eficiente" como reitor. "Nós entendemos que agora é o momento de mudarmos. A chapa 1 é a chapa da mudança do modelo de gestão, de uma equipe de gestão. É por isso que nos apresentamos com bastante transparência".

Professor do Departamento de Filosofia, João Carlos Salles foi reitor da Ufba por dois mandatos consecutivos, de 2014 a 2022. No início do evento, falou sobre a importância do voto direto para a reitoria: "Reitores não têm o direito de se melindrar. Devem poder ouvir vozes dissonantes, porque trazem pautas importantes, mesmo quando não formuladas da maneira mais precisa. Pretendo seguir pensando na nossa universidade. Está em jogo a gestão da Ufba. Interessa a todos nós, a todos os nossos candidatos".

Fernando Conceição, candidato ao cargo de reitor e professor da Faculdade de Comunicação, apontou que, por ser um homem negro, é visto como "violento": "A pessoa negra colonizada internaliza a superioridade do branco. Ela sofre um complexto de alienação e de inferioridade que a paralisa. O que ajuda a sustentar uma sociedade estruturada pela branquitude, que recorre a todo tipo de violência física, psicológica e simbólica para manter-se no controle do Estado e de instituições como a universidade".

Ufba

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