BaVi que define título do Baianão terá quase 500 policiais militares
Tendo torcida única definida, o BaVi deste sábado (7) que define o título do Baianão 2026 terá quase 500 policiais militares na operação de segurança
Por Lucas Pereira.
O clássico BaVi deste sábado (7) que define o título do Baianão 2026 terá quase 500 policiais militares atuando na segurança do evento, de acordo com a estratégia traçada pela PM e divulgada nesta quinta-feira (5). Além da corporação, o encontro de hoje contou com a participação de representantes do Ministério Público, de torcidas organizadas, clubes de futebol, Polícia Civil, Poder Judiciário, órgãos municipais e estaduais.

A reunião ocorreu na sede do Batalhão Especializado de Policiamento de Eventos (Bepe), em Pituaçu. Ao todo, de acordo com a estratégia, serão 495 militares de diversas unidades como o Bepe, o Comando de Operações Policiais Militares (COPPM), Comando de Inteligência (Coint), do Batalhão de Polícia de Choque, Grupamento Aéreo (Graer), Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPatamo), Esquadrão de Polícia Montada, Esquadrão de Motociclistas Águia, Batalhão de Pronto Emprego Operacional (BPEO) e Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), além dos Comandos Regionais da capital.
Ao nível de comparação, em um jogo “comum” do Campeonato Brasileiro são empregados 200 policiais. Outro ponto explicado na reunião é que, até o momento, 10 torcedores têm cumprido medidas judiciais na sede do Bepe. Eles precisam chegar duas horas antes do início da partida e só podem deixar a unidade da PM duas horas após o término do jogo.
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BaVi com torcida única
Apesar da solicitação do presidente Fábio Mota, o pedido do Vitória por torcida mista na final do Campeonato Baiano foi negado pela Federação Bahiana de Futebol, nesta terça-feira (3). Dessa forma, o BaVi do próximo sábado, que acontece na Arena Fonte Nova, terá somente torcedores do Bahia.
Em nota divulgada na noite de hoje, o Vitória afirmou que a decisão partiu de uma recomendação do Ministério Público da Bahia:
“O Esporte Clube Vitória recebeu, nesta terça-feira (03), a resposta da Federação Baiana de Futebol sobre o pedido de presença de torcida visitante no clássico BAVI, que ocorrerá no próximo sábado (7), na Arena Fonte Nova. Segundo a FBF, o Ministério Público do Estado da Bahia recomendou a torcida única do time mandante para a partida, o que impede a presença dos nossos torcedores na final do Campeonato Baiano 2026”.
O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, afirmou protocolar um pedido oficial para que a final do Campeonato Baiano 2026 entre Bahia e Vitória conte com as duas torcidas no estádio. A declaração foi feita após a classificação do Leão da Barra sobre o Jacuipense, nos pênaltis.
Segundo o dirigente na ocasião, seria encaminhada uma solicitação ao Ministério Público, à Polícia Militar e ao Governo do Estado com o objetivo de viabilizar a presença da torcida rubro-negra na partida que definirá o campeão estadual.
“O campeonato mudou, nós vamos ter apenas um Ba-Vi na final. Pelo fato de ser Ba-Vi, não é justo ter apenas uma torcida. Ano passado tivemos duas torcidas assistindo o Ba-Vi: a do Vitória no Barradão e a do Bahia na Fonte Nova. Então, amanhã a gente vai fazer o requerimento ao Ministério Público, ao Governo do Estado, Secretaria de Segurança Pública, ao comando da PM, solicitando que esse Ba-Vi, por ser único, seja com torcida mista”, declarou Fábio Mota.
Torcedores do Vitória entram na Justiça com pedido para torcida mista
Após o Ministério Público da Bahia (MPBA) recusar o pedido feito pela presidência do clube, torcedores do Vitória entraram na Justiça com um pedido para que haja torcida mista na final do Campeonato Baiano, que acontece neste sábado (7), na Arena Fonte Nova.
A ação foi protocolada nesta quarta-feira (4) e distribuída para a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O documento, que foi obtido pelo canal Bar FC e que o Aratu On teve acesso, foi assinado por representantes das torcidas organizadas Caravana Rubro-Negra e Leão Chop, e pede que 10% da capacidade do estádio seja destinada a torcedores do time.
Dentre as justificativas para a solicitação, estão a manutenção da “liberdade de manifestação e o direito de ir e vir”, feridos com a recusa em ter as duas torcidas na partida em uma decisão “arbitrária e desproporcional”. Além disso, o documento diz:
“O próprio Bahia já detém a prerrogativa esportiva de disputar a final em seu estádio, o que por si só já representa vantagem desportiva legítima decorrente de sua melhor campanha. Contudo, o regulamento do Campeonato Baiano prevê final em jogo único, circunstância que torna ainda mais sensível a questão da presença das torcidas.
“A imposição de torcida única, em final de jogo único, gera flagrante desequilíbrio esportivo, beneficiando exclusivamente o clube mandante, que contará com apoio integral da torcida, enquanto apenas torcedores do Vitória são excluídos.”
Questões de segurança para permitir o jogo
Na nota enviada pelo MPBA ao Aratu On sobre o tema, é dito que “a análise deve ser pautada por critérios técnicos, priorizando a integridade física dos torcedores, trabalhadores e demais envolvidos”. O tópico também é abordado na ação da torcida do Vitória, citando que episódios de brigas e violências entre torcidas fora dos arredores dos jogos não podem basear a decisão:
“Cumpre ressaltar que os torcedores do Esporte Clube Vitória não podem ser responsabilizados por episódios de violência urbana que ocorram em bairros distantes da cidade, completamente alheios à realização do clássico. Esses episódios ocorrem independentemente de torcida mista ou torcida única, não havendo qualquer correlação direta entre a presença da torcida visitante”.
Além disso, são citados os exemplos do Carnaval de Salvador, para comprovar a expertise e capacidade das forças de segurança baianas de lidar com o evento, bem como a semifinal da Copa do Brasil de 2025, entre Fluminense e Vasco, no Maracanã, que teve torcida mista dividindo igualitariamente a carga de ingressos e promovendo a “convivência pacífica e respeitosa entre os rivais”.
Quanto as torcidas organizadas envolvidas em problemas anteriores, o pedido lembra que elas já firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, comprometendo-se a adotar medidas de prevenção à violência e colaborar com as autoridades.
Como a partida está agendada para o dia 7, a ação tem caráter de urgência, até mesmo para que haja “tempo necessário para que todos os órgãos responsáveis possam se preparar, coordenar esforços e garantir a ordem, preservando a integridade física e a experiência esportiva de todos presentes”.
Vale lembrar que o último clássico com torcida mista foi o "BaVi da Paz", realizado em 2018.

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