Ceni cita João Paulo após Bahia perder para o Coritiba: 'Ele não pode se abater'
Ceni comentou a situação do goleiro João Paulo, um dos jogadores em baixa de desempenho, e minimizou qualquer responsabilização individual pelo momento defensivo da equipe
Por Dinaldo dos Santos.
Após a derrota do Bahia por 3 a 2 para o Coritiba, na noite desta segunda-feira (25), em Curitiba, o técnico Rogério Ceni voltou a adotar um discurso de cobrança interna e tentativa de reorganização do time em meio a uma sequência de oito jogos sem vitória no Brasileirão.

Sob forte pressão da torcida tricolor, que já manifestou insatisfação com o desempenho da equipe e pede sua saída, o treinador destacou erros coletivos, problemas de confiança e a necessidade de reação imediata dentro de campo.
Ceni diz que João Paulo 'não pode se abater'
Ceni comentou a situação do goleiro João Paulo, um dos jogadores em baixa de desempenho, e minimizou qualquer responsabilização individual pelo momento defensivo da equipe. Segundo ele, as circunstâncias das partidas recentes têm sido “atípicas”, já que o goleiro entrou no decorrer de dois jogos, sempre ainda no fim do primeiro tempo.
O treinador avaliou que iniciar uma partida pode ser mais favorável ao atleta e reforçou que as falhas não são isoladas. “Foram erros coletivos. Mas temos que seguir. Ele não pode se abater. Todo mundo tem que se ajudar dentro de campo”, afirmou.

O técnico também analisou o desempenho do time diante do Coritiba, destacando um primeiro tempo considerado consistente, mas marcado por escolhas equivocadas na saída de bola. Ceni apontou excesso de bolas rifadas e dificuldade na construção de jogadas, apesar do controle da partida e da vantagem parcial no placar.
"Bahia cede gols de maneira muito fácil"
No segundo tempo, segundo ele, o Bahia iniciou bem na marcação, mas voltou a sofrer com falhas defensivas recorrentes.
“Cede os gols de maneira muito fácil”, resumiu o treinador, ao avaliar os três gols sofridos. Ele reconheceu a possibilidade de falta de confiança no elenco e citou desatenções coletivas, especialmente nos dois primeiros gols sofridos. O terceiro, segundo ele, era mais difícil de evitar, mas reforçou que os anteriores poderiam ter sido neutralizados com melhor organização defensiva.
Em relação ao momento do elenco e possíveis mudanças, Ceni descartou falar em reformulação profunda, mas admitiu que ajustes devem ocorrer. Ele afirmou que o futebol envolve custos e planejamento, mas reconheceu que o processo exige correções. “Algumas coisas temos que repensar. Jogadores vão chegar, podem haver saídas, faz parte do processo”, disse.
Mesmo com a pressão crescente, o treinador tentou resgatar atuações recentes como sinal de que a equipe ainda pode reagir. Citou partidas em que o Bahia, segundo ele, “mereceu ganhar”, como contra Santos e Grêmio, para reforçar a ideia de desempenho não convertido em resultados.

Por fim, Ceni fez um apelo indireto ao torcedor, reconhecendo o momento de instabilidade e a frustração da arquibancada. Ele destacou a importância da torcida, mas pediu foco na recuperação imediata da equipe.
“Temos que ter força para sair dessa situação primeiro, dar o primeiro passo, vencer no sábado”, afirmou, ao reforçar que o time precisa corrigir as falhas defensivas que têm custado pontos ao longo da sequência negativa.
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