Governo prevê revitalização do Campo Grande com nova estação do metrô
Previsão do governo é que aconteça uma revitalização do Campo Grande, gerando possibilidade de investimentos imobiliários e outros negócios
Por Dinaldo dos Santos.
Um investimento de R$ 200 milhões será realizado no entorno da estação do Campo Grande, do metrô de Salvador, visando a viabilização de um projeto arquitetônico, baseado no formato de cidade inteligente, com foco em urbanização, segurança e acessibilidade.
De acordo com o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, um anteprojeto foi enviado à Caixa Econômica Federal e o banco está analisando o orçamento. “Nós estamos elaborando um edital. Tem R$ 200 milhões de investimentos em urbanização, atividade de plantios de árvores, sinalização e investimentos em conceito de smart city na região”, informou.

A estação do Campo Grande será construída em um conjunto arquitetônico com casarões antigos, próximo ao Teatro Castro Alves, onde, atualmente, funciona a Fundação João Fernandes da Cunha.
A estrutura, segundo Lafuente, vai contar com um Centro de Controle Operacional, no qual uma equipe estará monitorando o ambiente, através de câmeras e comandos de sinalização.
“Você entra num totem e diz: eu estou sentindo dor no peito. Imediatamente, o CCO recebe o sinal e manda um comando para a atividade de saúde, que chega ao seu alcance”, disse, pontuando uma eventual situação que poderá ser atendida com brevidade.
O presidente da CTB destacou que a estação terá um estacionamento subterrâneo previsto para 190 veículos e garante que o projeto visa atingir uma extensa região, compreendendo a área que vai da da Gamboa até proximidades do Hospital Português, no bairro da Graça.
“Nós vamos fazer ali um elevador panorâmico para descer até aquela área que tem restaurantes na região. Nós vamos gerar renda, visibilidade e segurança pública [...] Isso é acessibilidade para o turista ou para quem está nos restaurantes [da Gamboa], que pode utilizar o metrô”.

Lafuente considerou que o metrô não não pode se propor a ser apenas instrumento de mobilidade "Não há mais sentido em investir em metrô pura simplesmente pela circulação de pessoas [...] A gente tem que expandir conceitos de territorialidade para fins de renda, de negócios ou mesmo de lazer", defendeu.
A expectativa da CTB é que a partir desses investimentos, aconteça uma revitalização daquela área da cidade, gerando possibilidade de investimentos imobiliários e outros negócios. "O que a gente precisa é urbanizar, criar fluxo de pedestres e entretenimento", ressaltou.
Desapropriações no Campo Grande
No último mês de dezembro, o Governo da Bahia publicou três decretos que declararam de utilidade pública áreas do bairro do Campo Grande, em Salvador, para fins de desapropriação necessários à implantação do Tramo IV do metrô — trecho que ligará a Estação da Lapa à futura Estação Campo Grande e integra o programa de expansão do sistema metroviário da capital.
No mês de julho, o Consórcio Expresso 2 de Julho foi definido como responsável pela expansão da Linha 1 do metrô de Salvador até o Campo Grande.
A sessão pública da abertura da licitação para implantação do Tramo 4 foi realizada no último mês de agosto. À época, o governo destacou que a etapa representou um avanço significativo para a mobilidade urbana, beneficiando milhares de usuários em uma região histórica e cultural da cidade.
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