Amizade colorida já faz parte da vida de 73% dos brasileiros, diz pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Sexlog, plataforma de sexo e swing, revelou que 73,2% dos participantes já viveram amizades coloridas
Por Da redação.
A amizade colorida já faz parte da vida afetiva de muitos brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Sexlog, plataforma de sexo e swing, revelou que 73,2% dos participantes já viveram uma experiência desse tipo — seja atualmente (28,5%) ou em algum momento da vida (44,7%). Apenas 1,4% disseram não ter interesse em uma relação desse formato.
Apesar da popularidade, os dados apontam que o principal desafio não está no sexo sem compromisso ou na liberdade para se relacionar com outras pessoas. Para 39,9% dos entrevistados, a maior dificuldade surge quando os envolvidos criam expectativas diferentes sobre a relação. Em seguida aparecem o medo de se apaixonar (27,5%) e o ciúme (16,3%).
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Expectativas diferentes podem encerrar a relação
Will*, de 39 anos, contou que sua amizade colorida terminou justamente por conta da diferença de expectativas.
“Em algum momento ela passou a me ver com um olhar mais romântico, enquanto eu ainda pensava em me relacionar com alguém sem compromisso. Infelizmente, ela acabou se afastando e eu fiquei sem a amiga e sem o sexo”, relatou.
Os resultados mostram ainda que a amizade colorida ocupa um espaço ambíguo nas relações contemporâneas. Para 41,8% dos entrevistados, ela pode ou não ser considerada um relacionamento, dependendo da situação. Outros 31,5% acreditam que não se trata de um relacionamento, enquanto 26,7% consideram que sim.

Sexo sem compromisso lidera lista de vantagens
Marcela*, de 36 anos, afirma que viveu uma experiência positiva nesse modelo de relação.
“Eu gostava de ter uma relação em que podia transar sem ter que me preocupar com o dia seguinte. Não havia compromisso ou cobrança. A gente se via, dormia junto e depois continuava conversando sobre as coisas do cotidiano. Tudo acabou numa boa quando ele se apaixonou e entrou em uma relação mais séria”, contou.
A pesquisa também investigou os motivos que levam as pessoas a buscar uma amizade colorida. Para 54,1% dos participantes, o principal atrativo é o sexo sem compromisso. Outros 22,5% destacaram a liberdade como maior benefício, enquanto 11,3% citaram a companhia e a conexão emocional.
Paixão nem sempre vira namoro
Outro dado levantado pelo estudo mostra que apenas 27,2% dos entrevistados afirmaram já ter se apaixonado durante uma amizade colorida. Entre eles, a maioria (51,9%) disse que a dinâmica da relação permaneceu a mesma mesmo após o surgimento dos sentimentos.
Já apenas 16,2% afirmaram que o vínculo evoluiu para um namoro.
Para os participantes, o principal fator que transforma uma amizade colorida em relacionamento é a exclusividade, apontada por 27,4% dos entrevistados. Na sequência aparecem o amor (23,8%) e o compromisso (20,3%).

Não exclusividade é vista como algo natural
A pesquisa também revelou que 71,4% dos participantes consideram normal que pessoas em uma amizade colorida mantenham envolvimento com outros parceiros ao mesmo tempo.
Segundo a CMO do Sexlog, Mayumi Sato, os resultados indicam que a amizade colorida é encarada por muitas pessoas como um modelo de relação próprio, e não necessariamente como uma etapa antes do namoro.
“Os dados indicam que a amizade colorida não é vista como um estágio obrigatório antes do namoro, mas como uma dinâmica própria. O sucesso dessa experiência parece depender menos dos sentimentos e mais da capacidade de estabelecer acordos claros sobre o que cada pessoa deseja viver”, concluiu.
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