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Atriz Alana Ayòkà relata relacionamento abusivo e ator baiano da Globo é apontado nas redes

Atriz afirma ter sofrido violência psicológica, controle, humilhações e agressões físicas durante quatro anos; nome do ator baiano surgiu em especulações nas redes sociais

Por Dinaldo dos Santos.

A atriz Alana Ayòkà revelou, nas redes sociais, detalhes de um relacionamento abusivo que, segundo ela, durou quatro anos e foi marcado por violência psicológica, controle, humilhações, gritos e episódios de agressão física.

Atriz Alana Ayoka relata ter sofrido um relacionamento abusivo. Foto: Reprodução | Instagram

No relato, ela afirma que os acontecimentos ocorreram entre 2019 e 2023, quando conseguiu encerrar a relação. Alana, no entanto, não citou o nome do homem que acusa durante o vídeo. A publicação repercutiu nas redes sociais e internautas passaram a levantar nomes que poderiam estar relacionados ao relato. No período, ele teria se relacionado com o ator baiano Evaldo Macarrão, de 35 anos.

A associação, contudo, não foi feita nominalmente por Alana no vídeo. Fotos publicadas pela artista durante o período mencionado também apresentam comentários do ator que indicariam, segundo a repercussão nas redes, que os dois mantinham um envolvimento romântico.

Relacionamento abusivo começou com violência psicológica

Segundo Alana, os primeiros meses da relação foram positivos, mas, depois de aproximadamente seis meses, ela teria começado a enfrentar situações que afetaram sua saúde emocional. A mulher afirma que passou a sofrer com gritos, xingamentos, ciúmes e comportamentos de controle, além de ter se afastado de amigos e familiares para evitar conflitos.

No relato, Alana também afirma que desenvolveu depressão e crises de ansiedade durante o relacionamento e precisou de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Segundo ela, profissionais que a acompanhavam apontaram que sua recuperação estaria relacionada ao afastamento do ambiente em que vivia.

A artista ainda descreveu episódios em que teria sido empurrada, recebido um tapa no braço, tido a mão torcida e sido arrastada pelo braço dentro de casa. Ela afirmou que, na época, demorou a compreender algumas dessas situações como violência física.

Durante o vídeo, Alana também relatou situações de invasão de privacidade, controle sobre suas amizades e atividades pessoais e episódios em que, segundo ela, teria sido submetida a gritos e humilhações.

Agressor não é identificado no vídeo

Apesar da gravidade dos relatos, Alana não apresenta, no vídeo, o nome do homem a quem atribui os episódios de violência. A identificação de Evaldo Macarrão surgiu posteriormente a partir de especulações e associações feitas por usuários das redes sociais.

Assista ao vídeo:

 

A reportagem, portanto, não afirma que o ator seja o homem citado por Alana. A eventual relação entre os dois é apresentada apenas como uma informação que passou a ser levantada na repercussão do caso.

O Aratu On procurou, por e-mail, a assessoria de comunicação de Evaldo Macarrão para saber se o ator se manifestaria sobre a denúncia. Em nota, o ator informou que não comentaria o conteúdo divulgado e repudia toda forma de violência. Confira na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

Em razão das recentes publicações que vêm circulando nas redes sociais, o ator Evaldo Macarrão informa que, neste momento, opta por não comentar o conteúdo divulgado.

Ressalta-se que, na publicação original que deu origem às recentes repercussões, o nome do ator não é mencionado. Eventuais associações e acusações posteriormente realizadas por terceiros estão sendo analisadas pelas vias adequadas e sua equipe jurídica já está adotando as providências cabíveis.

O ator repudia toda e qualquer forma de violência, especialmente a violência contra a mulher, e reafirma seu compromisso com o respeito, a dignidade e a integridade de todas as pessoas.

Violência doméstica na Bahia

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) registrou mais de 10 mil denúncias de violência doméstica entre março de 2025 e março de 2026. O número representa um aumento significativo em relação ao período anterior, que contabilizou 8.106 casos. A maioria das vítimas é composta por mulheres. No mesmo intervalo, foram formalizadas 247 denúncias por feminicídio no estado.

Segundo o órgão, as denúncias visam responsabilizar os autores e oferecer uma resposta institucional à violência extrema contra mulheres, que inclui agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais, geralmente ocorridas no ambiente doméstico.

No mesmo período, o MP-BA se manifestou em 27.916 pedidos de medidas protetivas. O Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid) realizou mais de mil atendimentos a vítimas em 2025, oferecendo suporte jurídico, psicossocial e encaminhamento para a rede de proteção.

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