Caso Hyara: investigação sobre morte de cigana tem nova movimentação
A cigana Hyara Flor Santos Alves foi morta aos 14 anos com um tiro no queixo, no extremo-sul da Bahia
Por Nilson Marinho.
Três anos após a morte da cigana Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) solicitou que novas diligências sejam realizadas pela Delegacia de Polícia de Guaratinga, responsável pela apuração do caso. A adolescente foi morta com um tiro no queixo, em julho de 2023, na casa dos sogros, onde passou a morar após se casar com outro adolescente da comunidade cigana.

O Aratu On apurou que o MP-BA solicitou, por exemplo, que sejam ouvidas novas testemunhas com o objetivo de apurar a posse e a propriedade de armas atribuídas ao sogro de Hyara, inclusive o revólver que ele aparece segurando em um bar, em um vídeo. A família da vítima acredita que foi dessa mesma arma que partiu o disparo que matou a jovem cigana.
Esse mesmo pedido já havia sido feito pelo órgão em setembro de 2024 e determinado pelo Tribunal de Justiça. Contudo, a solicitação foi reiterada em julho deste ano.
Conclusão do inquérito
O inquérito do caso foi concluído um mês após a morte da cigana. A Polícia Civil concluiu que o disparo que matou a vítima foi acidental e efetuado pelo cunhado dela, um garoto de 9 anos, enquanto os dois brincavam com o revólver.
Essa versão havia sido apresentada pelos sogros da vítima. Testemunhas chegaram a relatar que avistaram o cunhado de 9 anos deixar a residência aos gritos de pedido de socorro. O marido dela chegou a ser apreendido, mas foi solto após a conclusão do inquérito.

A família de Hyara, no entanto, acredita que a garota foi morta por vingança articulada pelo sogro dela. Já a sogra da cigana estaria vivendo uma relação extraconjugal com um dos tios dela. Um perito particular foi contratado pelos pais da garota. Um novo laudo concluiu, por sua vez, que a pistola não havia sido disparada por uma criança.
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