Chuva de meteoros ilumina o céu nesta terça-feira (13); veja como observar
Fenômeno pode produzir bolas de fogo visíveis nos dois hemisférios
Por Isabela Cardoso.
Uma chuva de meteoros conhecida por produzir rastros luminosos lentos e intensos poderá ser vista no céu nesta semana. A Táuridas, associada aos detritos do cometa 2P/Encke, tem seu primeiro pico de atividade no hemisfério Sul nesta terça-feira (13), com possibilidade de observação também nas primeiras horas de quarta-feira (14).

O melhor período para acompanhar o específico é nas horas próximas à meia-noite, tanto antes quanto depois. Em 2026, um pouco de interferência da luz lunar deverá favorecer a observação durante os picos de atividade.
Conhecida como “bolas de fogo do Halloween”, a chuva de meteoros pode ser vista nos hemisférios Norte e Sul e se estende de setembro a dezembro.
O que é chuva de meteoros Táuridas?
Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, os Táuridas são formados por duas chuvas de meteoros sobrepostas. A atividade da componente observada no hemisfério Sul ocorre entre 20 de setembro e 20 de novembro.
As aparências parecem ser originárias da constelação de Touro e estão relacionadas a um complexo de detritos deixados pelo cometa 2P/Encke, que tem uma órbita de aproximadamente 3,25 anos, uma das mais curtas descobertas entre os cometas. A possibilidade é que esses fragmentos tenham sofrido desintegração de um objeto maior há milhares de anos.
A Táuridas tem uma frequência relativamente baixa, com cerca de cinco meteoros por hora. Durante a sobreposição das duas correntes, esse número pode chegar a dez por hora. Em contrapartida, os meteoros entram na atmosfera em velocidade relativamente baixa, o que contribui para a aparência de movimentos mais lentos e facilita a identificação de algumas bolas de fogo.
O apelido faz referência ao período em que a atividade se intensifica no hemisfério Norte, na transição de outubro para novembro.
Quando será o próximo pico?
Outro pico de chuva de meteoros está previsto para a madrugada de 4 para 5 de novembro, um pouco antes do amanhecer. Na ocasião, a Lua estará na fase minguante, com 17% de iluminação, condição que pode favorecer a observação.
Apesar dos registros de atividade mais intensa em anos como 2008, 2015 e 2022, não há previsão de que os Táuridas tenham um comportamento excepcional em 2026. Uma atividade especialmente intensa é esperada apenas em 2032.
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