Antes de ir em missão aos EUA, Wagner diz que não quer 'alimentar conflito'
Líder do governo, senador Jaques Wagner embarca rumo aos EUA para negociar tarifaço de Trump
Por Da redação.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) segue nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos como parte de uma delegação do Senado que buscará restabelecer o diálogo com autoridades norte-americanas, diante da decisão do governo dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
Os encontros estão agendados para ocorrer entre os dias 28 e 30 de julho, na capital Washington. No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), já tem comandado diálogos com representantes norte-americanos.
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“Não nos interessa alimentar conflitos, mas sim proteger a nossa soberania e os interesses do nosso país. A missão é fortalecer o entendimento e encontrar alternativas que beneficiem nossa economia, respeitando sempre nossa autonomia”, afirmou o senador.
Wagner acredita que há soluções
A iniciativa tem como foco principal tentar convencer o governo norte-americano a reavaliar a medida, que deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Para o parlamentar baiano, a postura do Congresso brasileiro deve priorizar a diplomacia e a defesa do interesse nacional.
“Estou prestes a embarcar para os Estados Unidos junto com outros senadores em busca de soluções para a questão das tarifas que impactam nossas exportações”, declarou Wagner por meio das redes sociais.
Ele ressaltou ainda a longa tradição de relações entre Brasil e Estados Unidos, defendendo que o caminho ideal é o diálogo construtivo. A missão foi organizada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que também acompanhará a comitiva oficial.
Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não há guerra tarifária, mas sim apenas quando tiver proposta negada pelo presidente norte-americano.
“Nós não estamos em uma guerra tarifária. A guerra tarifária vai começar na hora que eu der a resposta ao Trump, se não mudar de opinião. Porque as condições que o Trump impôs não foram condições adequadas”, afirmou o presidente.
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