Fuga de Flávio Bolsonaro teria mobilizado agentes dos EUA, diz jornal
Relato do Clarín aponta participação de representantes americanos em operação no aeroporto argentino, durante fuga de Flávio Bolsonaro
Por Dinaldo dos Santos.
A fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos teria contado com uma operação articulada por agentes americanos no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, incluindo a contratação de pelo menos três jatos particulares. As informações foram publicadas pelo jornal argentino Clarín nesta sexta-feira (30).
Segundo o periódico, representantes dos Estados Unidos assumiram parte das atividades de segurança aeroportuária e imigração para garantir a decolagem da aeronave que transportava o senador. A operação também teria contado com apoio do presidente argentino, Javier Milei.

Fuga de Flávio Bolsonaro teria envolvido aviões
De acordo com o Clarín, pelo menos três aeronaves privadas foram mobilizadas para viabilizar o deslocamento até Miami. Os aviões teriam sido coordenados por representantes do Departamento de Estado americano e utilizados como alternativas para assegurar o transporte do político.
O jornal também relata o uso de caminhões e veículos com placas diferentes para confundir postos de fiscalização, além de uma troca de informações entre agentes argentinos e americanos.
A publicação aponta ainda que o assessor de Milei, Santiago Caputo, teria sido enviado à província de Misiones para acompanhar a operação. A estratégia incluiria a divulgação de informações falsas sobre a chegada antecipada de Flávio aos Estados Unidos, como forma de dificultar o rastreamento de seus movimentos.
A participação americana, entretanto, foi negada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, neste sábado (31). Ele afirmou que o governo americano não atuou para facilitar a saída do senador brasileiro.

A articulação para organizar o voo também foi atribuída ao estrategista político Jason Miller, assessor de comunicação do presidente Donald Trump. Segundo relatos publicados pelos jornais The New York Times e The Wall Street Journal, ele teria ajudado a organizar a aeronave particular utilizada por Flávio.
O senador chegou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após a derrota nas eleições presidenciais brasileiras de 2026. Já em território americano, publicou uma carta na qual se declarou o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil, mas posteriormente recuou da afirmação e passou a se apresentar como "líder do Brasil".
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