Jerônimo afirma atuar para ajudar baianos na Venezuela e condena prisão de Maduro
Governador da Bahia, Jerônimo afirmou atuar para ajudar baianos que estejam na Venezuela e condenou a prisão de Nicolás Maduro
Por Lucas Pereira.
O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues condenou a prisão de Nicolás Maduro após uma ação dos Estados Unidos em território venezuelano Em suas redes sociais, Jerônimo ainda afirmou atuar para ajudar baianos que estão na Venezuela.

“O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania”, disse o petista.
Jerônimo ainda afirmou estar alinhado ao posicionamento do presidente Lula, que afirmou que a investida norte-americana representa “uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela”, e disse: “Hoje, mais um país latino-americano sofreu grave agressão de uma potência estrangeira. [...] Seguimos firmes no compromisso contra a violência e a favor da defesa do diálogo e da convivência pacífica entre os países”.
Hoje, mais um país latino-americano sofreu grave agressão de uma potência estrangeira. Alinho-me ao posicionamento do governo brasileiro, que, por meio do presidente Lula, manifestou sua oposição firme em relação ao ocorrido. O Governo da Bahia está atuando para identificar a… https://t.co/H96OZ0Z7vF
— Jerônimo Rodrigues (@Jeronimoba13) January 3, 2026
Lula cobra ação da ONU após prisão de Maduro na Venezuela
Além de criticar a ação norte-americana, Lula cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).
"A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."
Maduro será julgado nos Estados Unidos
O senador Mike Lee disse, neste sábado (3), que os Estados Unidos capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para julgá-lo em Washington. A informação, segundo ele, foi repassada pelo secretário de Estado, Marco Rúbio, durante telefonema.
“Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por militares americanos para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos, e que a ação cinética foi usada para proteger e defender aqueles que executaram o mandado de prisão”, disse, acrescentando que Rubio não prevê ações adicionais no país.
Vale lembrar que em julho do ano passado, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que Nicolás Maduro foi reeleito presidente da Venezuela para mais seis anos de mandato. Ele governa o país vizinho há 11 anos, desde a morte de Hugo Chávez, em 2013. Ainda conforme resultado, com 80% das urnas apuradas, Maduro obteve 5,150 milhões de votos (51,2%) contra 4,445 milhões (44,2%) do principal candidato da oposição, Edmundo González Urrutia, segundo informou o órgão responsável pela realização dos processos eleitorais na Venezuela.
Maduro na mira
Nicolás Maduro está na lista de alvos dos Estados Unidos desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. O republicano, que não reconhece o governo de Maduro, acusa o líder venezuelano de liderar cartéis de drogas no Caribe.
Nesta semana, Trump revelou que os Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” na Venezuela na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. A operação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), marcou o primeiro ataque terrestre no país sul-americano desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).