Wagner nega rusgas com PT após PL da Dosimetria: 'Fiz o que tinha que fazer'

Líder do governo no Senado, Jaques Wagner nega rusgas com PT após PL da Dosimetria: “fiz o que tinha que fazer”

Por João Tramm.

Durante a entrega das chaves da nova Rodoviária de Salvador ao governador Jerônimo Rodrigues, nesta segunda-feira (12), o senador Jaques Wagner nega rusgas com PT após PL da Dosimetria: “fiz o que tinha que fazer”. O líder do governo na Casa disse que não teve conflito dentro do governo ou do Partido dos Trabalhadores após a tramitação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado.

Em entrevista ao Aratu On, o parlamentar afirmou que apenas cumpriu seu papel institucional ao levar a proposta à votação.

Wagner nega rusgas com PT após PL da Dosimetria: “fiz o que tinha que fazer”; Foto: João Tramm / Aratu On

Jaques Wagner nega rusgas com PT após PL da Dosimetria: “fiz o que tinha que fazer”

Questionado se o PL teria provocado algum desgaste interno, Wagner reconheceu que houve divergências, mas minimizou o impacto político. “Não, gerou uma rusga. Nem todo mundo enxerga o que a gente está preparando. Eu botei a bola na marca do pênalti e o presidente Lula chutou no dia 8 de janeiro. Se eu não tivesse preparado o jogo, não tinha aquela pasta dele levantar”, afirmou.

O senador destacou que não houve negociação política para a votação do texto e que o Congresso apenas seguiu o trâmite legislativo.

“Eu não negociei nada. Eu fiz o que tinha que fazer, botei pra votar. Eles tinham voto, aprovaram e o presidente Lula, no dia 8, desceu a rampa mostrando pra todo mundo o veto. Aquela foto foi a foto do dia”, disse, em tom bem-humorado, acrescentando que, se pudesse, colocaria crédito de “patrocinador Jaques Wagner” na imagem do veto presidencial.

O líder do governo no Senado já havia admitido anteriormente que o acordo para a votação do projeto foi feito sem consulta direta ao Palácio do Planalto, afirmando que não havia motivo para adiar a tramitação de um texto que já contava com aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O PL da Dosimetria, de nº 2.162/2023, previa a redução das penas aplicadas a condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e por crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional. O projeto foi aprovado pelo Congresso em dezembro, mas acabou sendo vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 8, data que marcou três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Após o envio da mensagem presidencial, deputados e senadores têm até 30 dias corridos para analisar o veto em sessão conjunta do Congresso Nacional. Se esse prazo vencer sem votação, o veto passa a trancar a pauta, impedindo a análise de outras matérias até que seja apreciado. Saiba etapas de tramitação de um veto.

Lula veta integralmente PL da Dosimetria; Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nova rodoviária é a “joia da coroa” do governo Jerônimo

Ainda durante o evento, Jaques Wagner também comentou sobre o impacto político e simbólico da nova Rodoviária de Salvador para a gestão do governador Jerônimo Rodrigues, destacando o equipamento como uma das principais obras do governo estadual.

Questionado se o terminal pode ser considerado uma obra de “tamanho G” para fortalecer o governador em futuras disputas eleitorais, o senador avaliou que a rodoviária será uma das marcas da atual gestão, mas ressaltou que o governo tem investido em intervenções de diferentes portes.

“Eu acho que são várias obras que ele tem feito, tamanho G, G3G, eu nem sei. A rodoviária, sem dúvida nenhuma, será uma joia da coroa. Porque todo mundo vai passar por aqui. A população que vem de outros estados, a população que vem de outros municípios vão chegar aqui e vão ter um equipamento absolutamente confortável, moderno, todo antenado nas melhores práticas de sustentabilidade”, afirmou.

Wagner também destacou a integração do terminal com outros modais de transporte da capital baiana.
“Daqui você parte para dentro de Salvador. Você tem metrô, você tem BRT. Então essa é uma obra que, sem dúvida nenhuma, aumenta, qualifica Salvador e qualifica o governo de Jerônimo”, completou.

Apesar do destaque dado à rodoviária, o senador reforçou que obras de menor porte também têm grande impacto social. “Você vai de obra pequena, que é fundamental para quem é atingido, até uma obra macro como essa, que atinge um volume de pessoas muito maior. A estimativa é de 20 mil pessoas por dia”, concluiu.

A nova rodoviária de Salvador teve a data de inauguração confirmada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e já desperta a atenção pela dimensão e pela estrutura do projeto. O terminal será oficialmente entregue no dia 19 de janeiro, com início das operações previsto para o dia seguinte, 20, conforme anúncio feito pelo chefe do Executivo estadual durante visita técnica.

Nova Rodoviária de Salvador; Foto: Joá Souza/GOVBA

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