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Caminhada, missas e oração marcam celebração dos 7 anos da canonização de Santa Dulce dos Pobres em Salvador

Programação a canonização de Santa Dulce dos Pobres conta com missas em quatro horários e caminhada de fé com oração do Terço até a Basílica do Senhor do Bonfim

Por Ananda Costa.

O Santuário Santa Dulce dos Pobres, em Salvador, celebra nesta terça-feira (13) o Dia Votivo dedicado à primeira santa brasileira. A data também marca os sete anos da canonização de Santa Dulce dos Pobres, reconhecida oficialmente pela Igreja Católica em 2019.

Celebração dos 7 anos da canonização de Santa Dulce dos Pobres em Salvador. Foto: Bruno Concha | Secom

A programação religiosa conta com quatro celebrações de missas, previstas para as 7h, 8h30, 12h e 16h. Os fiéis poderão participar das atividades no santuário, em um momento de oração e homenagem à trajetória religiosa e social da santa baiana.

Após a missa das 16h, os participantes seguirão em caminhada pelo Caminho da Fé, rezando o Terço em direção à Basílica do Senhor do Bonfim, também em Salvador.

Conhecida como Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres dedicou a vida à assistência aos mais necessitados e ficou reconhecida pelo trabalho social realizado na Bahia. Sua canonização ocorreu em 13 de outubro de 2019, quando foi declarada santa pela Igreja Católica.

A celebração do Dia Votivo é uma oportunidade para os devotos renovarem a fé e relembrarem o legado de caridade e solidariedade deixado pela religiosa.

 

Santa Dulce

A história de altruísmo e fé de Irmã Dulce, conhecida como "O Anjo Bom da Bahia", culminou em sua canonização como Santa Dulce dos Pobres em 2019. O processo de santidade, rigoroso na Igreja Católica, foi solidificado pelo reconhecimento de dois milagres atribuídos à sua intercessão. Ambos os eventos foram declarados preternaturais, instantâneos e duradouros pelo Vaticano.

O primeiro milagre, fundamental para sua beatificação, ocorreu em 2001 na cidade de Itabaiana, Sergipe. Cláudia Cristina dos Santos, após dar à luz seu segundo filho, foi acometida por uma grave hemorragia que a deixou à beira da morte por quase 28 horas. Desenganada pelos médicos, sua família, desesperada, recorreu a um padre local, devoto de Irmã Dulce.

O padre entregou uma pequena imagem da religiosa à família de Cláudia e pediu que rezassem por sua intercessão. Pouco tempo depois, de forma inexplicável para a ciência, a hemorragia cessou completamente. Cláudia se recuperou rapidamente, um evento que foi oficialmente reconhecido pelo Vaticano em 2010 e permitiu que Irmã Dulce fosse beatificada em 2011.

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