Anvisa aprova novo medicamento para pacientes com Parkinson
Novo medicamento para pacientes com Parkinson foi autorizado pela Anvisa e será utilizado no tratamento de casos avançados da doença com flutuações motoras graves
Por Ananda Costa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), um novo medicamento para pacientes com Parkinson avançado que apresentam flutuações motoras graves e não respondem aos tratamentos disponíveis atualmente. O Vyalev® (foslevodopa/foscarbidopa hidratada) será utilizado para reduzir oscilações nos sintomas causados pela doença.

Segundo a agência, as flutuações motoras fazem com que os pacientes alternem períodos de melhora com momentos de piora dos movimentos, mesmo com o uso das medicações tradicionais.
O novo tratamento será administrado por meio de infusão subcutânea contínua, durante 24 horas por dia, com o objetivo de proporcionar maior estabilidade no controle dos sintomas.
Os componentes do Vyalev® atuam em conjunto no organismo. Enquanto a foslevodopa aumenta os níveis de dopamina, substância essencial para o controle dos movimentos, a foscarbidopa melhora o efeito da medicação e potencializa sua ação.
A doença de Parkinson é uma condição neurológica degenerativa, crônica e progressiva, causada pela perda de células responsáveis pela produção de dopamina no cérebro.
A redução dessa substância afeta diretamente os movimentos do corpo e provoca sintomas motores, como tremores, rigidez muscular e alterações posturais. A doença também pode causar sintomas não motores, como depressão, alterações no olfato e prejuízos cognitivos.
Diagnóstico precoce da doença de Parkinson

O mês de abril é reconhecido mundialmente como o período de conscientização sobre a doença de Parkinson. Nesse contexto, médicos reforçam a necessidade de ampliar o debate, divulgar informações sobre os tratamentos disponíveis, a relevância da prática de exercícios físicos e da alimentação adequada, além de destacar a importância da identificação precoce dos sinais da doença.
Segundo o neurologista Dr. Gabriel Xavier, especialista em distúrbios de movimento e na doença de Parkinson, detectar a condição nos estágios iniciais é essencial para garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes. “Quanto antes for determinado o diagnóstico, mais rapidamente as estratégias terapêuticas poderão ser instituídas. Apesar de o tratamento atual não reduzir a perda de neurônios, já foi comprovado que os pacientes que são tratados precocemente evoluem melhor e conseguem manter a funcionalidade por mais tempo”, explica.
O médico destaca que, além do tratamento medicamentoso e das intervenções clínicas, o acolhimento emocional, o apoio familiar e o suporte social são fundamentais no enfrentamento do Parkinson. “É essencial desmistificar o Parkinson. Com acompanhamento especializado e um plano de tratamento eficaz, é possível ter uma vida normal e com qualidade. Não há mais espaço para se pensar que, ao receber o diagnóstico, a pessoa está condenada a limitações severas. Pelo contrário, devemos estimular a funcionalidade e a socialização do paciente, respeitando eventuais limitações que possam surgir”, acrescenta.
Carne vermelha em excesso aumenta risco de Alzheimer e Parkinson

Um estudo internacional realizado ao longo de 15 anos aponta que dietas ricas em carne vermelha, alimentos processados e bebidas adoçadas podem aumentar o risco de doenças neurológicas relacionadas ao envelhecimento, como demência, Alzheimer e Parkinson.
A pesquisa, conduzida por cientistas da Espanha e da Suécia e publicada em julho na revista Nature Aging, acompanhou 2.473 idosos, a maioria mulheres com pouco mais de 70 anos. Os participantes não seguiram dietas específicas, mas tiveram seus hábitos alimentares analisados e classificados de acordo com padrões nutricionais reconhecidos.
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