Canetas emagrecedoras no SUS: veja como será o acesso ao tratamento
Oferta das canetas emagrecedoras dependerá da conclusão dos estudos e da definição de um protocolo clínico para orientar o tratamento no SUS
As famosas canetas emagrecedoras poderão ser oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas o acesso deverá seguir critérios médicos e um protocolo clínico específico. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que afirmou que a distribuição será feita de forma responsável e voltada a pacientes que realmente necessitam do tratamento.
Os medicamentos pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida, e a oferta na rede pública ainda depende da conclusão de estudos e da definição das regras que vão orientar a utilização dos remédios.

Acesso dependerá de protocolo médico
Segundo Padilha, a proposta não tem como objetivo atender à busca exclusivamente estética pela perda de peso. A prioridade será para pessoas com obesidade e condições de saúde associadas, que possam se beneficiar do tratamento sob acompanhamento médico.
“Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia”, afirmou o ministro.
O Ministério da Saúde também avalia o impacto do tratamento em pacientes com obesidade e problemas cardíacos e em mulheres que tiveram câncer de mama. Neste último caso, o estudo busca verificar se o uso da medicação pode contribuir para reduzir o risco de retorno da doença.
Primeiro paciente já apresentou resultados
Enquanto o protocolo para a oferta em larga escala é elaborado, o SUS já acompanha os primeiros resultados de um estudo com semaglutida no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS).
O primeiro paciente a receber o medicamento pelo sistema público estava na fila para uma cirurgia bariátrica. Segundo Padilha, ele já perdeu seis quilos e apresentou redução na circunferência corporal.

Além da perda de peso, o ministro destacou mudanças relatadas pelo paciente na rotina, como o início da prática de atividade física e maior participação nas atividades de casa.
O estudo, chamado Real-Bari, utiliza um protocolo de pesquisa desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do GHC. A proposta é acompanhar a segurança e os efeitos do tratamento, com acompanhamento contínuo de médicos especialistas.
Ao todo, 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras morbidades serão acompanhados durante a pesquisa.
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