Remédio para ressaca é mito? Especialista faz alerta importante

Festa de Natal, Ano Novo, fim de ano e álcool: Farmacêutica explica mitos dos remédios 'cura-ressaca'

Por João Tramm.

As festas de Natal, Réveillon e confraternizações de fim de ano costumam vir acompanhadas de exageros no consumo de bebidas alcoólicas — e, no dia seguinte, de sintomas bem conhecidos como dor de cabeça, enjoo e mal-estar. Fim de ano e álcool: farmacêutica explica mitos dos remédios “cura-ressaca”.

Em entrevista ao Aratu On, a farmacêutica Amanda Arruda esclarece que a ressaca é uma resposta inflamatória e metabólica do organismo ao álcool e que não existe medicamento capaz de “anular” seus efeitos, apenas produtos que ajudam a aliviar sintomas específicos enquanto o corpo se recupera.

Segundo a especialista, a ressaca não é apenas resultado da desidratação, como muitos acreditam. “Ela é uma resposta inflamatória e metabólica do organismo ao consumo excessivo de álcool”, afirma. Durante a metabolização da bebida no fígado, o álcool é transformado em acetaldeído, uma substância tóxica que provoca sintomas como náusea, dor de cabeça, aceleração dos batimentos cardíacos e sensação geral de intoxicação.

Amanda destaca que a ressaca costuma surgir quando o nível de álcool no sangue já está caindo, ou seja, depois que o efeito da embriaguez passa. Além do acetaldeído, o álcool desidrata, irrita o estômago, altera o nível de açúcar no sangue e ativa processos inflamatórios.

Fim de ano e álcool: Farmacêutica explica mitos dos remédios 'cura-ressaca'

Fim de ano e álcool: Farmacêutica explica mitos dos remédios 'cura-ressaca'

De acordo com Amanda Arruda, produtos populares como Engov e Epocler não curam a ressaca, mas podem aliviar sintomas específicos. O Engov comprimido combina substâncias que ajudam na dor de cabeça, na proteção do estômago e no estado de alerta, enquanto o Epocler atua estimulando a função hepática e pode melhorar sintomas digestivos, como o empachamento.

Já o Engov líquido funciona principalmente como um repositor de líquidos e sais minerais, semelhante a um isotônico. “Ele ajuda na hidratação e na reposição de eletrólitos, o que pode aliviar parte do mal-estar, mas não faz detox nem neutraliza o álcool”, explica.

Entre as crenças mais comuns, dormir muito, beber café forte ou até consumir mais álcool para “melhorar” os sintomas não são soluções eficazes. “Dormir ajuda na recuperação, mas não cura sozinho. Beber mais álcool é um dos piores mitos, porque só adia e piora o problema”, alerta a farmacêutica. O café, por sua vez, pode aumentar a irritação gástrica e a ansiedade.

A farmacêutica reforça que não existe medicamento capaz de anular os efeitos do excesso de álcool. A principal estratégia continua sendo a prevenção: alimentar-se bem antes e durante o consumo, intercalar bebidas alcoólicas com água, evitar misturar muitos tipos de bebida e respeitar os próprios limites.

“Nenhum produto substitui hidratação, alimentação e consumo consciente”, conclui Amanda Arruda. “O corpo sempre cobra depois.”

Dra. Amanda Arruda, farmacêutica (@amandapires.arruda)

Confira dois drinks para ajudar ressaca

As opções de bebidas alcoólicas para curtir a chegada do Ano Novo são diversas, porém, a certeza de todas elas é sempre a mesma: grande possibilidade de ressaca. Para evitar a dor de cabeça, conheça drinks com ingredientes caseiros podem ser feitos de forma fácil. 

Dentre eles, uma opção para se hidratar é feito com uma fatia de melancia e dez folhas de hortelã. Durante a preparação, os itens devem ser batidos rapidamente no liquidificador e servidos sem coar. O segundo, apesar de envolver mais ingredientes, leva o mesmo processo de produção, devendo também ser servido batido e sem coar. Os ingredientes são: uma fatia de mamão, duas fatias médias de abacaxi, uma colher de chá de mel e duas folhas de couve.

Falando em festa de ano novo, o Festival Virada Salvador já tem suas atrações definidas.  O evento será realizado entre os dias 27 e 31 de dezembro, na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio. Este ano, Ivete Sangalo volta a fazer a contagem regressiva para o ano novo. De 2024 para 2025, esse papel foi de Léo Santana.

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