Qual é a bactéria encontrada em produtos Ypê e quais os riscos à saúde

A bactéria pode causar infecções respiratórias, urinárias, cutâneas e até infecções generalizadas em casos mais graves

Por Dinaldo dos Santos.

A suspeita de contaminação por bactéria em produtos da Ypê acendeu um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre os possíveis riscos à saúde dos consumidores. O microrganismo investigado é a Pseudomonas aeruginosa, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar no mundo.

Bactéria encontrada em produtos Ypê. Foto: Divulgação

A medida da Anvisa determinou o recolhimento de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca fabricados em lotes com numeração final “1”, após a identificação de falhas graves nos sistemas de controle de qualidade da unidade industrial da empresa em Amparo (SP).

Segundo especialistas em infectologia e microbiologia, a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada na água, no solo e em ambientes úmidos. Embora normalmente não provoque doenças em pessoas saudáveis, ela representa risco importante para indivíduos imunossuprimidos, idosos, recém-nascidos e pacientes hospitalizados.

A bactéria pode causar infecções respiratórias, urinárias, cutâneas e até infecções generalizadas em casos mais graves. Um dos fatores que mais preocupam autoridades sanitárias é a alta resistência do microrganismo a antibióticos, característica que faz com que ele seja frequentemente associado às chamadas “superbactérias”.

Produtos da Ypê são recolhidos por determinação da Anvisa. Foto: Divulgação

Informações divulgadas com base em posicionamentos da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) apontam que a presença de microrganismos em produtos de limpeza é considerada uma falha sanitária grave, já que esses itens deveriam justamente reduzir a carga microbiana em ambientes domésticos. A entidade alerta para riscos de infecções de pele, irritações e possíveis problemas gastrointestinais em casos de exposição ou ingestão acidental.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também reforça que o contato com produtos contaminados pode ocorrer principalmente pela pele, além de haver risco de inalação de partículas e ingestão acidental, especialmente por crianças. Apesar disso, até o momento não há registro oficial de pessoas doentes em decorrência dos lotes recolhidos.

Em nota, a Ypê contestou a decisão da Anvisa e afirmou possuir laudos independentes que atestariam a segurança dos produtos. A empresa informou ainda que já havia realizado um recolhimento cautelar de parte dos lotes em 2025 após análises internas detectarem a bactéria em alguns produtos.

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