SUS inicia projeto com uso de canetas emagrecedoras para tratar obesidade
Projeto do SUS tem como objetivo comprovar a efetividade das canetas emagrecedoras para o tratamento de obesidade
Por Laraelen Oliveira.
O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início a seu projeto-piloto, nesta sexta-feira (26), que tem como objetivo usar a semaglutida, elemento presente nas canetas emagrecedoras Ozempic e Wegovy, para tratar a obesidade. O anúncio foi feito pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha, em uma cerimônia em Porto Alegre (RS). O projeto vai começar com os pacientes do Grupo Hospital Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.
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“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro.
Um paciente chegou a receber a primeira aplicação do medicamento, durante o lançamento do projeto-piloto Real Bari, que visa avaliar a efetividade, impactos clínicos e os custos da utilização de medicamentos à base de GLP-1 no tratamento da obesidade dentro do sistema universal.
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O estudo foi realizado através de um protocolo de pesquisa para pacientes com obesidade elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com a equipe técnica do Grupo Hospitalar Conceição. O objetivo é garantir a segurança dos pacientes e estabelecer regras para o uso e acompanhamento contínuo por especialistas da unidade.
Em dezembro de 2025 a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou sua primeira diretriz sobre o uso de terapias com canetas emagrecedoras para o tratamento da obesidade enquanto doença crônica.
Critérios para participar do projeto e utilizar as canetas emagrecedoras pelo SUS
Ao todo, 250 pacientes do SUS devem participar da pesquisa. O grupo é formado por pessoas com obesidade grave ou obesidade associada a outras doenças, como comprometimento cardíaco, além de indicação para cirurgia bariátrica.

Ao longo de dois anos, tempo de duração do estudo, os pesquisadores irão acompanhar indicadores como percentual de perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames clínicos, evolução no pós-operatório e custos do tratamento. A expectativa é produzir evidências nacionais que possam orientar futuras decisões sobre o cuidado de pacientes com obesidade grave no SUS.
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Os pacientes também precisaram ter um diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e apresentar uma falha comprovada no tratamento clínico convencional. Outro critério estabelecido é que o paciente tenha capacidade de realizar a auto-aplicação da medicação ou conte com um cuidador apto a realizar o procedimento.
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