Homem é preso no Aeroporto de Salvador com substância para emagrecer proibida
Vindo do Paraná, o homem foi preso no Aeroporto de Salvador com uma substância para emagrecer proibida, usada em canetas emagrecedoras do Paraguai
Por Lucas Pereira.
Uma operação de interceptação da Polícia Federal resultou na apreensão de itens ilegais nesta sexta-feira (15). Um homem foi preso no Aeroporto de Salvador portando uma substância para emagrecer proíbida, usada em canetas emagrecedoras do Paraguai.

Ao Aratu On, a PF explicou que o suspeito desembarcou de um voo originado em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele foi detido transportando na bagagem 20 ampolas de tirzepatida — substância utilizada em fórmulas emagrecedoras. O produto não possui registro e tem a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ação é resultado de investigação em andamento conduzida pela PF em Feira de Santana, que apura o comércio irregular desses produtos através das redes sociais. O suspeito utilizava plataformas digitais para oferecer as substâncias de forma ilegal.
No momento da abordagem, o homem ainda tentou driblar os agentes, apresentando uma receita médica e alegando que o material seria para uso pessoal, mas o volume transportado e os indícios colhidos previamente comprovaram a destinação comercial.
Além disso, foram apreendidos 18 perfumes de procedência estrangeira sem recolhimento dos respectivos tributos, o que consiste na prática do crime de descaminho. Diante dos fatos, foi lavrado o auto de prisão em flagrante, e o indivíduo permanece à disposição da Justiça Federal em Salvador.
Por que algumas pessoas não perdem peso com canetas emagrecedoras?
A quebra da patente da semaglutida reacendeu o interesse por alternativas mais acessíveis de medicamentos usados no tratamento da obesidade, como Ozempic e Wegovy. Apesar da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, especialistas alertam que os resultados não são iguais para todos os pacientes — e uma parcela significativa pode não atingir a perda de peso esperada. Com informações da Agência Einstein.
Estudos clínicos apontam que entre 9% e 14% dos usuários não conseguem perder ao menos 5% do peso corporal nos primeiros meses. No ensaio STEP 1, publicado no The New England Journal of Medicine, cerca de 14% dos participantes não tiveram resposta considerada adequada. Já no estudo SURMOUNT-1, com tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro —, a taxa de não resposta variou entre 9,1% e 14,9%, dependendo da dose.

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