PF faz operação contra fraudes no Banco Digimais, de Edir Macedo
Edir Macedo tem bens vinculados ao Banco Digimais bloqueados durante a investigação
Por Laraelen Oliveira.
O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e proprietário da Record, tornou-se alvo de uma investigação da Polícia Federal relacionada à gestão do Banco Digimais. Na manhã desta terça-feira (23), cerca de 50 policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão contra dez empresas e oito pessoas físicas ligadas ao caso.

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A Operação Miragem apura um suposto esquema de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo a instituição financeira, que passou a ser integralmente controlada pelo religioso em 2020. Embora Edir Macedo esteja entre os investigados, não houve mandado de busca contra ele, já que atualmente reside no exterior.
Edir Macedo entra na mira da PF após apuração de supostas irregularidades no Banco Digimais
Por determinação da Justiça Federal de São Paulo, mais de R$ 670 milhões em bens e valores vinculados ao Banco Digimais foram bloqueados. A decisão também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, incluindo o líder religioso.
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Segundo a Polícia Federal, a instituição financeira teria adotado práticas consideradas temerárias, incluindo a manipulação de demonstrativos contábeis para ocultar sua real situação financeira e aparentar solvência diante dos órgãos reguladores.

A investigação também pode gerar impactos na Record, uma vez que a emissora integra o grupo empresarial ligado a Edir Macedo. Caso sejam confirmadas irregularidades e haja prejuízos a credores, ativos do conglomerado poderão ser analisados no decorrer do processo.
Como Edir Macedo passou a controlar o Banco Digimais
Fundado em 1981 como Banco Renner, em Porto Alegre (RS), o banco foi transformado em uma instituição digital em 2020, quando Edir Macedo assumiu o controle total das operações. Antes disso, o líder religioso já participava da instituição como acionista minoritário desde 2009.
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As investigações da Operação Miragem, baseadas em relatórios do Banco Central, apontam para possíveis fraudes contábeis, supervalorização de ativos e registros regulatórios supostamente manipulados para esconder a verdadeira situação financeira do banco.

Os investigados poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação brasileira.
PF amplia investigações sobre sistema financeiro e mira Jaques Wagner em caso ligado ao Banco Master
A Polícia Federal intensificou, nos últimos meses, operações voltadas à apuração de supostas irregularidades no sistema financeiro nacional. Após a deflagração da Operação Miragem, que investiga suspeitas de fraude contábil e gestão temerária no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, uma nova frente de investigação colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA) entre os alvos da Operação Compliance Zero.
Enquanto a apuração envolvendo o Banco Digimais concentra-se em possíveis manipulações de demonstrativos financeiros para ocultar a real situação da instituição, o caso relacionado ao Banco Master investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político em benefício da instituição financeira.

Na 9ª fase da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os investigados está o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, que também passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo ministro André Mendonça.
Segundo os investigadores, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política alinhada aos interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Wagner nega as acusações e afirma não ter cometido qualquer irregularidade.
Em nota, o Partido dos Trabalhadores da Bahia manifestou apoio ao senador, destacando sua trajetória política e afirmando confiar plenamente em sua conduta. A legenda também ressaltou que o parlamentar já foi alvo de outras investigações ao longo da carreira, sem que houvesse condenações ou comprovação de envolvimento em ilícitos.
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