Em 2025, 70% das agressões contra mulheres no Brasil ocorreram dentro de casa

Foram registradas 155.111 ocorrências no país em 2025. Desse total, quase 70% aconteceram em ambiente doméstico.

Por Liven Paula.

A maior parte das denúncias de violência contra a mulher no Brasil ocorre dentro de casa. É o que mostra um levantamento do Ligue 180, serviço nacional de atendimento e denúncias.

Em 2025, foram registradas 155.111 ocorrências no país. Desse total, quase 70% aconteceram em ambiente doméstico, principalmente na residência da vítima (40,76%) ou na casa compartilhada com o agressor (28,58%). A casa do suspeito aparece em 5,39% dos casos.

Reprodução!

 

Fora do ambiente doméstico, as vias públicas representam 2,96% das denúncias, mesmo índice registrado para casos no ambiente virtual.

O levantamento também aponta que a maioria das denúncias é feita pelas próprias vítimas, que representam 66,3% dos registros. Denúncias anônimas correspondem a 16,9%, enquanto familiares, amigos ou vizinhos somam 16,8%.

Outro dado que chama atenção é a recorrência da violência: mais de 31% das mulheres relatam agressões diárias, e 20,91% convivem com a violência há mais de um ano.

Nordeste em destaque

Por região, o Sudeste concentra quase metade das denúncias do país (47,4%). O Nordeste aparece em segundo lugar, com 18,2% dos registros, e vem registrando aumento no uso do serviço, com destaque para estados como Bahia e Pernambuco. Em seguida aparecem Centro-Oeste (11,5%), Sul (10,2%) e Norte (6%).

Entre os estados, São Paulo lidera o ranking de denúncias, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Aumento em 2026

Os dados mais recentes mostram crescimento ainda maior. No primeiro trimestre de 2026, o Ligue 180 registrou 45.735 denúncias de violência contra mulheres, alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Como denunciar


Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados de forma gratuita pelo Ligue 180, canal da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O serviço pode ser acionado pela vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação.

Além do canal telefônico, os registros podem ser realizados presencialmente em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira.

Em situações de emergência ou violação de direitos humanos, também é possível acionar o Disque 100 ou o telefone 190 da Polícia Militar.

 

Marcelo Camargo Agência Brasil

 

 

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