Estudantes prestam homenagem à empresária vítima de feminicídio

Empresária, Flávia Barros, era estudante de direito no Centro Universitário UNIRIOS e foi morta a tiros em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, em Aracaju (SE); saiba do caso completo

Por Laraelen Oliveira.

Estudantes de direito do Centro Universitário UNIRIOS, em Paulo Afonso, fizeram uma homenagem, nesta terça-feira (24), para a empresária Flávia Barros, morta a tiros em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, em Aracaju (SE).

O feminicídio é tipificado como crime hediondo no Brasil desde 2015, com a inclusão na Lei nº 13.104, e ocorre quando o assassinato de uma mulher está relacionado à sua condição de gênero/Foto: Redes Sociais 

Em uma publicação feita pelo centro universitário, os colegas da empresária homenageiam Flávia ao colocar panfletos em uma cadeira com as seguintes informações: “Esta cadeira está vazia, pois uma mulher que poderia estar estudando foi vítima de feminicídio”.

O ato representa o impacto da perda e a interrupção da trajetória acadêmica da vítima. Os colegas se reuniram em silêncio e oração, em um momento marcado por manifestações. 

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Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil registra, em média, mais de mil casos de feminicídio por ano, sendo a maioria cometida por parceiros ou ex-parceiros das vítimas/Foto: Redes Sociais

O centro universitário também publicou uma nota de pesar referente à estudante Flávia Barros e deixou uma reflexão sobre o debate a violência de gênero. “A perda de Flávia não é apenas um luto institucional; é um reflexo doloroso da violência que ainda assombra a nossa sociedade. O feminicídio de uma futura profissional do Direito nos convoca ao debate urgente: não podemos aceitar a violência de gênero como algo normal ou inevitável”. 

 

 

 

Diretor de presídio da Bahia é suspeito de matar empresária em hotel de Aracaju após conflito em relacionamento

O assassinato da empresária Flávia Barros, de 38 anos, ocorrido no último domingo (22), em um hotel no bairro Atalaia, em Aracaju (SE), é investigado pela polícia como um possível caso de feminicídio. O principal suspeito é Tiago Sóstenes Miranda de Matos, então diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, que foi exonerado do cargo após o crime.

Segundo o Instituto Maria da Penha, muitos casos de feminicídio são precedidos por sinais de violência psicológica, controle e manipulação emocional dentro da relação/Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, equipes policiais foram acionadas nas primeiras horas da manhã após relatos de disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima já sem sinais vitais. O suspeito também estava no quarto, com indícios de tentativa de suicídio, sendo socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), onde permanece internado.

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As investigações iniciais apontam que o relacionamento entre Flávia e Tiago era recente, com início há cerca de uma semana. O casal havia viajado a Aracaju para lazer. No entanto, informações apuradas indicam que, ao retornarem ao hotel, a empresária teria descoberto que o companheiro era casado e tinha um filho. A recusa de Flávia em manter um relacionamento extraconjugal pode ter motivado o crime, segundo linhas preliminares da investigação.

O número 180 é o canal nacional de denúncia de violência contra a mulher, funcionando 24 horas por dia, de forma gratuita e sigilosa/Foto: Reprodução/Redes Sociais 

Natural de Paulo Afonso, no norte da Bahia, Flávia Barros era empresária, estudante de Direito e influenciadora digital. Fundadora da empresa FB Soluções Financeiras, ela era conhecida por sua atuação profissional e presença nas redes sociais, onde compartilhava conteúdos sobre sua rotina e viagens. A morte ocorreu poucos dias após a vítima completar 38 anos.

 

 

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Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) da Bahia informou que Tiago Sóstenes não respondia a processos administrativos disciplinares e possuía histórico funcional considerado regular. Ainda assim, após o caso, foi determinada sua exoneração, com publicação prevista no Diário Oficial do Estado.

Casos de feminicídio frequentemente ocorrem após tentativas de término ou rejeição, momento considerado de maior risco para a vítima/Foto: Reprodução/Redes Sociais 

O corpo de Flávia foi velado em Paulo Afonso, reunindo familiares e amigos. O sepultamento ocorreu em Canindé de São Francisco, em Sergipe.

O caso segue sob investigação das autoridades sergipanas, que buscam esclarecer as circunstâncias do crime e confirmar a motivação. A ocorrência reacende o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil, especialmente em contextos de relações afetivas marcadas por conflitos e desigualdades de poder.

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