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Jovem é investigado por ligação a grupo extremista em Vitória da Conquista

Jovem tem celular e computadores apreendidos por ligação a grupo extremista com atuação em plataforma digitais

Por Laraelen Oliveira.

A Polícia Civil da Bahia realizou, nesta terça-feira (7), a Operação Libertas, nela foi cumprido um mandado de busca e apreensão domiciliar contra um homem, de 24 anos, suspeito de estar ligado a um grupo extremista que atuava em plataformas digitais no município de Vitória da Conquista, na Bahia.

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Suspeito com ligação a grupo extremista usava plataformas digitais para divulgar conteúdo discriminatório 

De acordo com as investigações, o suspeito teria divulgado e compartilhado conteúdos de caráter discriminatório, além de utilizar símbolos e materiais associados à propaganda extremista em ambientes virtuais.

A participação em grupo extremista é investigada a partir da análise de publicações, mensagens, arquivos eletrônicos e outros materiais digitais apreendidos durante operações policiais /Foto: Divulgação / Ascom-PCBA

O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Vitória da Conquista e cumprido no bairro Bateias II, naquele município. Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos na residência do investigado.

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A Operação Libertas foi realizada pela Polícia Civil, através do Núcleo da Criança e do Adolescente (NCA). Todo o material foi submetido à perícia técnica.

Caso de grupo extremista reacende debate sobre facções criminosas como organizações terroristas

A investigação sobre um jovem suspeito de manter ligação com um grupo extremista em plataformas digitais reacende o debate sobre o enfrentamento ao extremismo e às organizações criminosas no Brasil. Paralelamente, uma discussão em andamento no Congresso Nacional busca ampliar o enquadramento jurídico de facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), equiparando suas ações às de organizações terroristas.

Na Bahia, pelo menos 14 facções disputam o controle de territórios, do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas. Desde 2018, a violência ligada ao crime organizado ganhou um novo cenário com a aproximação de grupos locais a facções de atuação nacional, intensificando os confrontos em diferentes regiões do estado.

Além delas, a capital abriga outras organizações, como Katiara, Comando da Paz (CP), Ordem e Progresso (OP) e Terceiro Comando Puro (TCP)/Foto: Fernando Frazão\Agência Brasil 

O tema voltou ao centro das discussões após o Ministério das Relações Exteriores responder a questionamentos da Câmara dos Deputados sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. No documento, o governo brasileiro alertou para possíveis impactos diplomáticos e jurídicos, incluindo eventuais reflexos sobre cidadãos brasileiros e preocupações relacionadas à soberania nacional.

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Enquanto isso, tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta que pretende incluir organizações criminosas na legislação antiterrorismo. O texto prevê o enquadramento de grupos que exerçam domínio territorial, imponham poder paralelo às comunidades, promovam ataques contra instituições públicas, controlem o comércio local por meio de extorsão e atuem no tráfico de armas e drogas com uso sistemático da violência.

Caso a proposta avance, facções criminosas poderão enfrentar regras mais rígidas de investigação, combate e punição, ampliando os instrumentos legais disponíveis para as forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.

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