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Médica suspeita de falsificar diplomas na Bahia é solta dez dias após prisão; entenda caso

Médica, Aline Candice Carlos Magalhães foi presa durante a Operação Canudo, da Polícia Federal; defesa afirma que provas contra ela são frágeis

Por Laraelen Oliveira.

A médica Aline Candice Carlos Magalhães, que atuava em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foi solta dez dias após ser presa durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de falsificação e comercialização de diplomas e documentos acadêmicos. A informação foi confirmada pela defesa da investigada nesta sexta-feira (21).

A médica investigada poderá responder ao processo em liberdade. A decisão de soltura, no entanto, não representa uma absolvição nem significa que a investigação foi encerrada/Foto: Reprodução 

Segundo os advogados Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos, a liberdade de Aline foi restabelecida após um pedido apresentado à Vara Federal de Governador Valadares, em Minas Gerais.

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Defesa afirma que provas apresentadas contra médica presa por falsificar diplomas são frágeis 

A defesa sustenta que as provas reunidas durante a investigação seriam frágeis e não comprovariam a participação da médica em falsificações documentais. Em nota, os advogados afirmaram acreditar na inocência da investigada e destacaram que conseguiram reverter a prisão em um curto período.

Aline foi presa no dia 12 de agosto, durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um grupo suspeito de produzir e comercializar diplomas falsos e outros documentos acadêmicos. De acordo com as investigações, os materiais seriam utilizados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de medicina.

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A médica passou por audiência de custódia no dia 13 de agosto, quando a prisão preventiva foi mantida pela Justiça Federal. Na ocasião, ela foi encaminhada para o Complexo Policial de Barreiras, já que não havia unidade prisional feminina na região.

NOTA À SOCIEDADE DE BARREIRAS-BA

"Os advogados, Dr. Ricardo Matheus Pereira dos Santos (OAB/BA 58.330), Dr. Bazílio Ignácio Xavier Neto (OAB/BA 24.510) e Dra. Joslaine Oliveira dos Anjos (OAB/BA 63.269), que patrocinam a defesa da Dra. Aline Candice Carlos Magalhães comunicam que, após pedido formalizado junto à Vara Federal de Governador Valadares-MG, foi reestabelecida a liberdade da médica. Os elementos trazidos pela defesa demonstraram a fragilidade das provas produzidas em face de Aline, não havendo demonstração cabal da participação da médica em qualquer tipo de falsificação documental. A defesa técnica acredita na plena inocência, tanto que logrou êxito, em curto espaço de tempo, no reestabelecimento da liberdade. No Estado Democrático Brasileiro, vigora o princípio da presunção de inocência, de modo que, a divulgação de imagens da médica, associada a publicações pejorativas ou falaciosas, poderão ensejar a adoção de medidas judiciais cabíveis. Ademais, a qualificação profissional da médica permanece hígida, de modo que retornará ao pleno exercício de suas atividades." 

Operação prende médica por falsificar diplomas na Bahia 

A Operação Canudo cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em municípios da Bahia e de Minas Gerais. As ações ocorreram em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste baiano, além de Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.

Conforme a Polícia Federal, Aline, que é natural de São Paulo, teria se mudado para a Bahia após concluir a formação no estado paulista e estaria entre as pessoas investigadas por possível envolvimento no esquema.

A investigação teve início em 2023, depois que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificou um diploma falso apresentado para obtenção de registro profissional e comunicou o caso à Polícia Federal.

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A falsificação de documentos profissionais pode gerar consequências criminais e administrativas, além de envolver órgãos de fiscalização e instituições de ensino/Foto: Polícia Federal 

Na época, uma mulher de 33 anos que exercia a medicina em Cacique Doble, no Rio Grande do Sul, apresentou um documento atribuído ao Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG). A fraude foi identificada durante a análise da documentação apresentada ao conselho.

A partir do caso, os investigadores encontraram indícios da existência de uma rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.

As investigações continuam com o objetivo de esclarecer a atuação dos envolvidos, identificar outras pessoas que possam fazer parte do grupo e levantar informações sobre quem teria adquirido ou utilizado os documentos falsificados.

A soltura da médica não encerra a investigação. Aline segue sendo investigada, enquanto a defesa afirma que não há elementos suficientes para comprovar a participação dela no esquema.

Um caso similar ocorreu com um homem de 42 anos, identificado como Flávio dos Santos Fraga, é considerado foragido da Justiça por aplicar golpes utilizando a identidade de um médico de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. Morador de Salvador, ele usava os dados do profissional de saúde para aplicar golpes na compra de medicamentos e equipamentos médicos junto a empresas de diferentes estados do país.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito também recorria a imagens produzidas por inteligência artificial para dar aparência de legitimidade às fraudes e enganar as vítimas.

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