‘Golpe do falso advogado’: operação mira grupo suspeito de fraudes eletrônicas na Bahia
Golpe do falso advogado é alvo da Operação Falsa Ordem, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quarta-feira (27)
Por Ananda Costa.
O golpe do falso advogado está entre os principais alvos da Operação Falsa Ordem, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quarta-feira (27). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas e golpes virtuais em diversos estados do país.

O cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão acontecem em 10 cidades de São Paulo e do Rio Grande do Norte.
‘Golpe do falso advogado’
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam informações reais de processos judiciais para se passar por advogados ou representantes de escritórios de advocacia. As vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias sob a falsa justificativa de liberação de valores judiciais, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.
Para dar credibilidade ao esquema, o grupo utilizava linguagem técnica, documentos processuais legítimos, além de nomes e fotografias verdadeiras.
Fraudes eletrônicas e golpes virtuais
As apurações também identificaram um núcleo criminoso envolvido em furtos de cartões bancários durante grandes eventos realizados nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná. Conforme a Polícia Civil, um dos suspeitos atuava como ambulante e trocava o cartão das vítimas durante pagamentos realizados em maquininhas.
Depois dos furtos, os cartões eram usados para a compra de equipamentos eletrônicos, como videogames, que posteriormente seriam revendidos em uma loja suspeita de receptação em São Paulo.
De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), a organização criminosa movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras relacionadas às fraudes investigadas.
As investigações apontam ainda que o grupo possuía atuação interestadual, com ramificações identificadas também no Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.
As diligências seguem em andamento, com prioridade para apreensão de aparelhos eletrônicos e documentos que possam auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações.
Outras operações na Bahia

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), deflagrada nesta terça-feira (26), teve como alvo um psicoterapeuta clínico, por crimes sexuais e estelionato, em Salvador. Segundo informações reveladas ao Aratu ON, o profissional foi identificado como Jordan Campos.
De acordo com informações enviadas ao site, o órgão cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas de luxo da capital baiana. O professor e mentor é apontado por crimes de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra pacientes mulheres durante atendimento psicoterapêutico, segundo investigações do MP-BA.
Conforme a entidade, o homem, com mais de 400 mil seguidores, ainda praticava a ação criminosa contra alunas de cursos de formação.
Segundo as investigações, o investigado atuava de forma sistemática e reiterada, valendo-se da posição de autoridade profissional, do conhecimento técnico, de informações íntimas das pacientes e da sua notoriedade no mercado. A apuração identificou quatro vítimas, três delas vítimas de crimes contra a dignidade sexual e uma de crime patrimonial.
Todas as mulheres confirmaram a mesma versão de atuação e disseram conhecer outras mulheres que, por medo ou vergonha, ainda não noticiaram os fatos às autoridades.
O psicoterapeuta atua no mercado há mais de 10 anos com atividades na cidade de Salvador e em diversas capitais do país com diversos pacientes em atendimento psicoterapêutico regular, além de ministrar cursos, workshops e formações na área.
Desde pelo menos 2020, ele estaria deliberadamente identificando mulheres em situação de vulnerabilidade psicológica, com histórico de trauma, baixa autoestima e dependência emocional, para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica ou pedagógica e obter vantagens sexuais e/ou patrimoniais mediante fraude qualificada.
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