Operação prende 17 suspeitos envolvidos em roubo a farmácias na Bahia

Operação Dose Final investiga organização criminosa envolvida em roubo a farmácias na Bahia, tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro

Por Ananda Costa.

O combate ao roubo a farmácias na Bahia ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (3), com a deflagração da Operação Dose Final, que resultou na prisão de 17 investigados e no bloqueio de R$ 12,5 milhões em bens e valores ligados a uma organização criminosa. 

 Roubo a Farmácias Na Bahia. Foto: Ascom PC

Dos 17 presos, 16 foram capturados em Salvador e um na capital paulista. Além das prisões, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão em bairros da capital baiana, no estado de São Paulo e no município de Mesquita, no Rio de Janeiro.

Roubo a farmácias na Bahia

Roubo a farmácias na Bahia. Foto: Ascom PC

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após uma série de roubos registrados contra redes farmacêuticas de Salvador. Os criminosos tinham como alvo medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, amplamente utilizados em tratamentos para diabetes e emagrecimento.

Em 2025, por exemplo, a Polícia Civil registrou cerca de 279 roubos a farmácias na Bahia, segundo apuração da equipe da TV Aratu.

Ao longo da apuração, os investigadores identificaram que os assaltos faziam parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com atuação concentrada principalmente na região do Nordeste de Amaralina, que bateu recorde histórico com 30 mortes em 2026.. Além dos roubos, o grupo é investigado por tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais foram cumpridas nos bairros de Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, em Salvador. Também houve ações simultâneas na cidade de São Paulo e em Mesquita, no Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, o bloqueio de R$ 12,5 milhões foi autorizado pelo Poder Judiciário após representação da Polícia Civil e tem como objetivo enfraquecer financeiramente a organização criminosa, reduzindo sua capacidade operacional.

Entre os presos está um homem apontado como responsável por uma central clandestina de desbloqueio de celulares roubados e furtados. No local, foram apreendidos equipamentos eletrônicos utilizados na atividade ilegal e dez aparelhos celulares.

Outro investigado detido é suspeito de atuar na distribuição e comercialização de drogas na área dominada pela organização criminosa. As investigações também alcançaram um homem apontado como receptador dos medicamentos roubados, responsável por adquirir e revender os produtos de forma clandestina.

Um quarto preso é suspeito de atuar na divulgação das atividades do grupo criminoso, incluindo a publicação de conteúdos relacionados ao tráfico de drogas, tabelas de preços de entorpecentes e informações sobre pontos de venda.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. O material poderá auxiliar na identificação de outros integrantes do grupo e no aprofundamento das investigações.

Operação na Bahia

A Operação Dose Final mobilizou equipes dos departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), de Polícia Metropolitana (DEPOM), de Inteligência Policial (DIP) e de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), além da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE).

Também participaram da ação a Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Militar da Bahia e forças de segurança dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

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