Polícia apreende 221 espadas juninas e desmonta fábrica na Bahia
A polícia encontrou 221 espadas, além de instrumentos e insumos como batedor, rolos de barbante, furadores, barbante encerado, cerol, paquímetro digital, cerca de 13 kg de pólvora preta e ferros
Por Dinaldo dos Santos.
Equipes da 27ª CIPM apreenderam, na tarde desta segunda-feira (4), materiais usados na fabricação de artefatos explosivos conhecidos como “espadas”, no bairro Tabela, em Cruz das Almas.

Após denúncia, os policiais foram ao local e flagraram homens em uma estrutura improvisada. Eles fugiram ao notar a presença da guarnição.
Mais de 500 espadas juninas clandestinas são apreendidas em Cruz das Almas
Na varredura, foram encontradas 221 espadas, além de instrumentos e insumos como batedor, rolos de barbante, furadores, barbante encerado, cerol, paquímetro digital, cerca de 13 kg de pólvora preta e ferros utilizados no manuseio dos artefatos. Todo o material foi encaminhado à Delegacia Territorial, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
Polícia Civil apreende espadas juninas em Cruz das Almas

Apreensões de espadas em Cruz das Almas
Apreensões relacionadas ao fabrico, comercialização e uso de espadas juninas não são raras no município. No ano passado, pouco antes do São João, policiais militares da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) apreenderam mais de 30kg de materiais utilizados na fabricação de espadas em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano.
Proibição da guerra de espadas
Desde 2017, a fabricação, posse e soltura de espadas é considerada crime no Brasil, com penas que podem chegar até seis anos de prisão. A medida foi adotada para garantir a segurança pública, uma vez que a prática envolve o uso de materiais perigosos e pode gerar acidentes graves.
No entanto, a proibição ainda enfrenta resistência por parte de alguns adeptos da guerra de espadas e moradores locais, que se opõem à suspensão da atividade, defendendo que ela faz parte da tradição e cultura das suas comunidades.
O Corpo de Bombeiros também emite alertas sobre os riscos envolvidos na produção artesanal das espadas, que, muitas vezes, é realizada em locais improvisados, como barracões e depósitos. Esses ambientes não oferecem a infraestrutura adequada para a manipulação de substâncias como nitrato de potássio, parafina e breu, que podem causar explosões ou incêndios, colocando em risco tanto os envolvidos quanto a segurança das comunidades vizinhas.
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