Primo confessa morte de jovem desaparecida em Governador Mangabeira
Jovem desaparecida foi encontrada morta em uma área de mata em Governador Mangabeira, no Recôncavo da Bahia
Por Da redação.
O primo de Adriele Silva da Conceição, de 20 anos, identificado apenas como Gustavo, teria confessado o assassinato da jovem. A informação foi repassada por familiares à repórter Lara Linhares, da TV Aratu, nesta quarta-feira (6). O suspeito, que é menor de idade, foi apreendido no dia 1º de maio, em Governador Mangabeira, no Recôncavo baiano.

Desde o desaparecimento de Adriele, ocorrido no último dia 27, familiares já apontavam o primo como principal suspeito do crime. O corpo da jovem foi localizado em uma área de mata na sexta-feira (1º), em avançado estado de decomposição, após quatro dias de buscas.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações reuniram indícios de autoria e materialidade do ato infracional, indicando o adolescente como possível responsável pelo homicídio.
O caso tramita conforme as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com o objetivo de garantir a apuração adequada dos fatos e a aplicação das medidas socioeducativas cabíveis, respeitando os direitos e garantias legais do menor.
A representação pela apreensão teve parecer favorável do Ministério Público e foi acatada pela Justiça, que determinou a internação provisória do adolescente por até 45 dias, conforme previsto no ECA.
O caso
O corpo de Adriele Silva da Conceição, de 20 anos, foi encontrado em uma área de mata na sexta-feira. A vítima estava com marcas roxas nos membros, mas sem sinais perfuração de facadas ou de bala.
Durante o período de buscas, um áudio enviado pela jovem ao namorado antes do desaparecimento chamou a atenção da família e aumentou a preocupação com o caso. Na mensagem, Adriele afirmou: “Gustavo me chamou para ir ali ver um trator para vovó, olha se eu tiver desaparecida foi ele que me carregou.”
A declaração passou a ser apontada pelos familiares como um dos principais elementos relacionados ao desaparecimento da jovem. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado, nem informações oficiais sobre a causa da morte. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.
Familiares e amigos utilizavam as redes sociais e mobilizações na região para tentar localizar Adriele desde o desaparecimento.
Quem era Adriele

Adriele trabalhava em uma casa de farinha e morava no mesmo terreno que outros familiares. De acordo com relatos da família, a jovem havia iniciado recentemente um relacionamento. Antes de desaparecer, o companheiro teria sido a última pessoa a receber uma mensagem de voz enviada por ela.
Familiares também informaram que Adriele já havia mantido um relacionamento anterior, com quem chegou a viver por um período. Nas redes sociais, a jovem compartilhava registros da rotina familiar, incluindo momentos com os sobrinhos, como o primeiro dia de aula.
Descrita como “doce” e “gentil”, Adriele mantinha uma rotina dividida entre o trabalho e a prática de atividades físicas pela manhã. Segundo a família, ela não tinha o hábito de sair com frequência.
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