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Professora é afastada após defender violência sexual contra filhos de eleitores de Lula

Docente de cidade do Marajó publicou mensagens nas redes sociais e pediu desculpas após repercussão

Por Isabela Cardoso.

Uma professora da rede municipal de Melgaço, no arquipélago do Marajó, no Pará, foi afastada após publicar mensagens nas redes sociais defendendo violência sexual contra crianças cujos pais votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Secretaria Municipal de Educação (Semed) abriu um processo para rescindir o contrato da docente por justa causa.

Publicações da professora provocaram reação da Secretaria de Educação

Identificada como Marinalva do Carmo Gomes, a profissional fez publicações com palavras de baixo calão e expressões agressivas. Nas mensagens, associou o posicionamento político dos pais a manifestações de violência contra os filhos.

A repercussão levou a secretaria a adotar medidas administrativas. Em comunicado, o órgão informou que a professora ficará afastada das atividades enquanto são avaliadas as providências legais e a possibilidade de encerramento do vínculo profissional.

A Semed também se manifestou sobre a conduta da docente e afirmou que o conteúdo divulgado contraria os princípios que devem orientar o trabalho na educação.

“Reafirmamos que manifestações dessa natureza são incompatíveis com os princípios e as responsabilidades que devem orientar a atuação dos profissionais da educação”, declarou a secretaria.

Professora reconheceu excesso nas publicações

Depois da repercussão do episódio, Marinalva publicou um pedido de desculpas. Na manifestação, admitiu que passou dos limites nas declarações e reconheceu que suas palavras poderiam ter causado ofensas.

A professora também direcionou o pedido de perdão à equipe da Escola Gervásio Bandeira e à Secretaria Municipal de Educação de Melgaço.

“Reconheço que me excedi em minhas palavras e que posso ter magoado e ofendido algumas pessoas. Por isso, venho pedir perdão a cada uma delas, especialmente à equipe da Escola Gervásio Bandeira e à Secretaria Municipal de Educação de Melgaço”, escreveu.

Caso pode ter implicações legais

Além das consequências administrativas, as publicações podem configurar crime, conforme a legislação penal. O conteúdo também contraria a proteção integral garantida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece direitos e garantias específicos para crianças e adolescentes.

A Secretaria de Educação informou que o processo de rescisão contratual por justa causa foi iniciado, mas não detalhou o prazo para conclusão das medidas.

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