Quem é 'Europeu', chefe do PCC em Salvador e alvo de bloqueio milionário
Chefe do PCC seria responsável por comandar o tráfico de drogas em Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador
Edivan Pedro Cardoso dos Santos, conhecido como "Europeu" e apontado como um dos principais representantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Salvador, teve R$ 10 milhões em bens bloqueados por decisão da Justiça da Bahia. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Chefe de facção de Salvador
"Europeu" foi preso pela primeira vez em 12 de dezembro de 2025, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Na ocasião, foram apreendidos R$ 135.303 em espécie e um veículo de luxo blindado, avaliado em cerca de R$ 160 mil.
De acordo com as investigações, o suspeito é considerado uma das principais lideranças do PCC na Bahia e seria o responsável por comandar o tráfico de drogas em Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Ainda durante a primeira investigação, as autoridades identificaram um imóvel em Arembepe, na RMS, que estaria sendo utilizado como depósito para armazenar drogas e armamentos destinados à distribuição em bairros da capital baiana. O imóvel foi vinculado ao investigado.
Apesar de haver um mandado de prisão em aberto, a custódia de Edivan foi revogada após audiência judicial, permitindo que ele deixasse a Bahia. O investigado se mudou para Campinas, no interior de São Paulo, onde acabou sendo preso dez dias depois.
Já durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no imóvel em Arembepe, realizado na última terça-feira (22), equipes policiais encontraram compartimentos ocultos em móveis da residência. No local, foram apreendidos cerca de 50 quilos de cocaína, além de balança de precisão, embalagens a vácuo, peças de prensa hidráulica, insumos químicos e três fuzis calibre 5.56.
Também foram recolhidos documentos e registros que, segundo os investigadores, reforçam a ligação do suspeito com o material apreendido e com as atividades criminosas investigadas.
Investigação começou após homicídio
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações tiveram início durante a apuração de um homicídio ocorrido em Salvador, em 2019 de Wellington Assunção da Silva.

Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel ligado ao investigado, em Camaçari, equipes do Gaeco e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontraram cerca de 50 quilos de drogas, três fuzis, munições de uso restrito, uma prensa hidráulica, balança de precisão e materiais utilizados para o preparo e fracionamento de entorpecentes.
Na época, o investigado foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Segundo os promotores de Justiça, os bens bloqueados possuem relação direta com a atividade criminosa investigada.
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