Quem era a enfermeira morta pelo companheiro empresário no Recôncavo da Bahia
Empresário suspeito de matar enfermeira foi encontrado morto no local do crime
A enfermeira Kelle Cristina Mattos Cruz, morta pelo companheiro, o empresário do ramo de telecomunicações Forlan Barreto da Rocha, de 50 anos, na quarta-feira (21), vivia há muitos anos em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia.

Kelle deixa uma filha adolescente. Embora vivesse há muitos anos em Santo Antônio de Jesus, a sua família vivia no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe.
O crime aconteceu no bairro de Urbis I, em Santo Antônio de Jesus. Segundo informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a ocorrência. Após atirar contra Kelle, Forlan tirou a própria vida.
O velório da enfermeira está previsto para as 16h30 desta quinta-feira (22), na casa da família, localizada na Rua das Flores, no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe.
Já o sepultamento de Forlan Barreto ocorreu na manhã desta quinta-feira (22), no cemitério municipal de Santo Antônio de Jesus.
Kelle recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou procedimentos de estabilização ainda no local. Em seguida, ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), mas não resistiu aos ferimentos.
Informações iniciais apontam que um irmão do empresário teria tentado impedir a ocorrência e chegou a entrar em luta corporal com ele. Apesar da intervenção, não foi possível evitar os disparos.

No local, a Polícia Civil encontrou duas pistolas em posse do homem, uma de calibre .380 e outra de calibre .45, além de três carregadores e munições adicionais. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do crime.
Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia
Segundo a Rede de Observatórios da Segurança, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.

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