Veja quem são os homens e mulheres trans presos por extorsão em Salvador
Homens e mulheres trans foram presos suspeitos de extorquir vítimas por aplicativos de relacionamento em Salvador
Por Da redação.
Dois homens trans e duas mulheres trans foram presos, nesta quinta-feira (18), nos bairros da Liberdade e de São Cristóvão, em Salvador, suspeitos de extorquir vítimas, principalmente homens casados, por meio de aplicativos de relacionamento.

O grupo é suspeito de utilizar aplicativos de relacionamento e anúncios em plataformas digitais para atrair vítimas e, posteriormente, praticar extorsões mediante ameaças e restrição da liberdade.
Veja quem são os homens e mulheres trans presos por extorsão em Salvador

Entre os presos está Mirely, conhecida como Ingrid, que, em 2025, participou do programa Alô Juca para denunciar ter sido baleada na perna, na Avenida Vasco da Gama, em Salvador.
Na ocasião, ela acusou um policial de ter efetuado o disparo após contratar seus serviços.
Além dela, os outros presos são:
- Lídio Galdino da Silva Júnior
- Ingrid / Mirely
- Gabriel da Luz dos Santos
- Aghata / Fernanda

Operação

Quatro pessoas investigadas por participação em um esquema de extorsão foram presas nesta quinta-feira (18), durante a Operação Verdadeiro Encontro, realizada pela Polícia Civil em Salvador. A ação cumpriu mandados judiciais nos bairros da Liberdade e de São Cristóvão.
As apurações tiveram início após o relato de uma vítima que procurou a polícia para denunciar o crime. Segundo a investigação, após combinar um encontro em um imóvel localizado no bairro da Boca do Rio, a pessoa foi surpreendida por um homem que se apresentou como companheiro da mulher com quem havia marcado o encontro. Sob ameaça, a vítima teria sido obrigada a entregar bens e realizar transferências bancárias para ser liberada.
A Polícia Civil aponta que o esquema funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas entre os integrantes. As mulheres trans seriam responsáveis por estabelecer contato com as vítimas e marcar os encontros, enquanto os demais suspeitos realizavam as abordagens e exigiam pagamentos.
Os investigadores também identificaram indícios de que outras pessoas teriam sido alvo do mesmo método. Em alguns casos, além das ameaças, os suspeitos teriam utilizado imagens e vídeos íntimos para pressionar as vítimas a realizar transferências de dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos um simulacro de fuzil, uma capa de colete balístico, maquinetas de cartão, celulares, notebook, pen drives e documentos. Todo o material será submetido à perícia.
Segundo a polícia, as investigações ainda apontam que o grupo alugava imóveis por meio de plataformas digitais, frequentemente utilizando dados de terceiros, numa tentativa de dificultar a identificação dos envolvidos e dos locais usados para a prática dos crimes.
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