Vai ter horário de verão em 2026? Entenda
Horário de verão visa reduzir o consumo de energia com o maior aproveitamento da luz solar
Por Júlia Naomi.
O horário de verão é uma iniciativa para a redução do consumo de energia elétrica a partir do adiantamento dos relógios em uma hora, para melhor aproveitamento da luz natural. A medida divide opiniões entre a população e passou por períodos de alternância entre sua aplicação ou não, assim como mudanças nas regiões e estados que adotam a medida.

Há quase 7 anos, o horário de verão não é implementado no país, desde a assinatura do Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo o então presidente, a decisão levava em conta a vontade da população brasileira, além de seguir estudos que analisaram a economia de energia no período e os impactos sobre o relógio biológico da população.
Antes mesmo da suspensão da iniciativa no país, alguns estados já não eram adotavam a norma. Especialistas perceberam que o horário de verão era mais eficaz em locais distantes da Linha do Equador, como no Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Estas regiões têm dias mais longos durante o verão em relação ao Norte e Nordeste, de modo que é possível aproveitar a luz natural por mais tempo.
Quando começava e quando acabava o horário de verão?
O Decreto nº 6.558, de 8 de setembro de 2008, alterado pelo Decreto nº 9.242, de 15 de dezembro de 2017, foi o último a regulamentar o horário de verão, revogado em 2019, e definia sua aplicação da seguinte forma:
“(...) a partir de zero hora do primeiro domingo do mês de novembro de cada ano, até zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano subsequente, em parte do território nacional, adiantada em sessenta minutos em relação à hora legal”.

“No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término da hora de verão e o domingo de carnaval, o encerramento da hora de verão dar-se-á no domingo seguinte”.
Primeiro horário de verão do Brasil durou quase seis meses
A primeira implementação no Brasil teve duração de quase seis meses, entre 3 de outubro de 1931 e 31 março de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. Desde então, governos se alternaram entre a decisão de aplicar ou não o horário de verão.
Em 2024, a retomada da iniciativa de contenção de gastos de energia chegou a ser discutida, devido à seca que assolava o país e diminuiu o nível dos reservatórios hidrelétricos. A ideia foi descartada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, no dia 16 de outubro, em coletiva de imprensa.
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